Por Maria Inês Campos

Arquivo para abril, 2012

NÃO EQUACIONE, RESOLVA !

Equacionar significa apreciar,avaliar, ponderar.

De  maneira geral é isso que fazemos quando equacionamos os nossos problemas.

Eu não sei bem porque, mas algumas situações viram modismos, adaptamos vocabulários e estratégias de ciências que estudamos para o nosso cotidiano no afã de facilitar a nossa vida.

Curiosamente esquecemos que viver é um exercício inovador a todo momento e quanto mais regras, mais equações, mais planilhas , mais dados, mais nos iludimos achando que somos capazes de controlar tudo e todos.

Não há incoerência quando dizemos que somos responsáveis pelo futuro e que devemos assumir o caminho que a nossa própria vida toma, o que deve ficar claro é que somos co-criadores do nosso destino o que difere muito do conceito de ser criador do próprio destino e do destino do que não nos pertence. O que nos pertence é exatamente as nossas ações, atitudes e emoções,todo o resto – emprego , ser amado, filhos, contas, bens materiais, roupas, carros – são propriedades circunstanciais, não está na nossa mão o PODER de controlar. Essas coisa e pessoas que estão à nossa volta estão sujeitas à lei de ação e reação.

Em síntese: só posso mudar a mim mesma, só posso controlar a mim mesma e isso já é demais trabalhoso para ter a pretensão de ser dono de alguém ou alguma coisa.

Quase sempre perdemos muito tempo equacionando dados para criar meios de controle, e algumas vezes até conseguimos.

A questão é –  Prá que?

Controlar está intimamente amarrado no conceito de resolver?

Você já se perguntou o que vai fazer com tanto controle?

E esse tempo todo que você ficou isolado ou em equipe discutindo e levantando dados, foi produtivo para a SUA VIDA? O que você conseguiu de resultado prático foi correspondente ao trabalho e gasto de energia dispensado por você na elaboração da equação proposta?

Sei que os mais íntimos das ciências exatas ou os mais céticos devem estar balançando a cabeça de um lado para o outro, num claro sinal de discordância. Milhões de argumentos embasam a necessidade de se estudar profundamente um fato para traçar o melhor caminho ou até mesmo um inovador caminho. Eu não contesto essa teoria, só questiono quando aplicamos isso de maneira sistemática e “engessada” em dados racionais, sem uma pitada de humor, uma colherinha de ousadia, e uma colher bem cheia de sonho.

Parece bobagem?  

Pense que qualquer sistema de produção na natureza segue princípios básicos de disciplina e sequenciamento impulsionado pelo instinto. As colônias de insetos, os agrupamentos de indivíduos da mesma espécie são bons exemplos de que tudo funciona naturalmente e quando interferimos, na maioria das vezes, causamos uma destabilização absorvida através de um processo de adaptação que também é instintivo.

Nós , seres humanos, trazemos o legado do instinto, e nos descuidamos um pouco dessa habilidade natural sufocando-a com teorias absorvidas em bancos escolares, dissociada de vivência prática.

Talvez devêssemos buscar o equilíbrio entre a razão e a emoção, entre teoria e intuição, realidade e sonho. Acredito que equacionar é interessante até onde não nos percamos em um banco de dados  estéreis e paralisantes, e assim que nos percebermos “andando em circulo” é porque está na hora de resolver. Em alguns momentos é muito prudente arrebentar as nossas amarras, abrir mão do controle e deixar que o Universo faça a sua parte, viajar pelo instinto, sentir o direito de ousar, perceber e dar vazão à própria emoção também pode ser um bom caminho para resolver um problema.

Pense sobre isso!

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PRESTE ATENÇÃO.

                                                                  “Penso no que faço, com fé
   Faço o que devo fazer, com amor.
   Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois, bondade também se aprende.
   Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir e  chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri no caminho incerto da vida que, o mais importante é decidir.”
                                                                                                                          Cora Coralina.

A escolha é sempre individual e intransferível….

Para decidir por esse ou aquele objetivo temos dois caminhos: argumentar com o nosso eu interior sobre as vantagens e desvantagens decorrentes da decisão ou guerrear com nossas emoções impondo a nós mesmos caminhos já percorridos por outras pessoas.

Guerrear é sempre mais fácil porque argumentar implica em refletir e ponderar sobre o ideal que queremos defender, mas o conflito provoca dores difíceis de serem curadas. Não guerreie consigo mesmo, não se imponha valores e verdades que não foram entendidas por você, escolha ser feliz.

“LIBERTA QUAE SERA TAMEN’ Liberdade ainda que tardia.

O Coaching é uma técnica de embasamento teórico claro e sequencial, trabalhamos por fases neurológicas e respeitamos o tempo do cliente, embora o cliente em algumas situações atropele o processo. Nesses casos usamos de flexibilidade e adequamos algumas situações para baixar o grau de ansiedade do coachee de maneira que não comprometa o trabalho em andamento.
Deparei-me com uma situação parecida dias desses, refletindo sobre como achar o melhor caminho para acalmar o cliente e não fugir da sequência que para mim fazia sentido. Isso! Para mim, era essa a questão. Por um momento deixei para segundo plano o real foco do meu trabalho: – O CLIENTE.

É ditado antigo que “não há problema  que uma boa noite de sono não resolva”, pois é, também é certo que se estamos preocupados não há uma boa noite de sono, né?

Então…… Aí é que começa a minha libertação que dá título ao post de hoje.

Fui dormir certa que o sono dos justos me pertencia (tá bom…  eu sou um pouquinho pretensiosa… rsrsrsrs) e virava pra cá e pra lá com a questão de trabalho a martelar meu precioso cérebro. Intimamente achava que não era a hora oportuna de agir como era solicitado, mas por outro lado como Coach era necessário aplacar a ansiedade de Tomé, o cliente. Várias e diversas hipóteses borboleteavam a minha volta, mas de repente no meio da noite lembrei de um trecho de um livro que havia lido pouco antes de tomar a difícil decisão de dormir e era mais ou menos assim  “… a oração é ainda o canal mais eficiente de contato com  Deus”. Era isso que eu estava precisando, alguma coisa que me desse a solução para o dilema, resolvi que faria uma oração e na sequência tomaria a atitude.Orei. Pronto, estava resolvido!

Passei a decisão para o único ser que poderia me dar recursos para resolver o que fazer e como fazer.

Não preciso nem dizer que  em decorrência vieram atrás de mim um “monte de idéias, com perninhas ágeis e brilho nas mãozinhas”.

Saltavam gritando alegres:

– Você vai se sair muito bem!

– Não precisa condicionar a ação a circunstâncias presenciais ou especiais, você é livre!

– Livre!!

– A VERDADE lhe libertará!  (e essa tal verdade é a verdade individual, qualquer dia falaremos sobre isso.)

Aprendi muito cedo conceito sobre liberdade e ele sempre veio ao meu encontro abraçado com o conceito de responsabilidade. Minha lembrança primeira sobre valores, ética e liberdade vem da casa do meu bisavô Pedro. Vô Pedro era um homem forte, alto e firme, tão firme que passava um certo respeito silencioso só pelo olhar. As primeiras noções de disciplina recebi dele e da vó Ignes, mas também o carinho e os exemplos de união fraternal e as melhores lembranças da infância estão vinculadas a ele. Ele lutou muito plantando valores de igualdade, cooperação e liberdade, se teve defeitos desconheço, eu perdi o vô Pedro quando era muito criança, para mim ficaram as estórias e o meu olhar de criança apaixonada pelo avô-herói. Com vô Pedro aprendi que liberdade é olhar o outro sem abaixar os olhos, é não condicionar o seu sucesso a sorte, outras pessoas ou coisas.

Ser livre é se conhecer profundamente conquistando o auto controle que é muito diferente do condicionamento. Se tenho auto controle não me culpo por sentir essa ou aquela emoção: raiva, ódio,  inveja ou qualquer outra que não seja muito nobre, mas sei o que fazer com ela e como aplicá-la de maneira produtiva. Já no condicionamento sinto essa emoções, que são inerentes à condição humana, e abafo com a verdade do outro (regras sociais e valores aceitos sem reflexão) e viro uma panela de pressão podendo explodir de uma hora para outra.

Tudo combinando ou o segredo para vencer.

Certa vez uma princesa querendo impressionar o príncipe preparou uma grande festa.

Tinha de tudo!

A princesa esmerou-se na apresentação das comidas que seriam servidas, a variedade no cardápio era fabulosa, os convidados eram muitos e todos tinham altas expectativas para esse evento.
Chegou o dia da festa, todos estavam presentes e muito bem trajados, a música enchia o ambiente de suave alegria.

A princesa certa de fazer boa figura diante de todos deu a ordem para que fossem servidos os convidados e diante do corre corre dos serviçais percebeu que alguma coisa estava acontecendo fora do seu controle. Não havia pratos suficientes para servir os ilustres convidados.

Tudo estava combinando as roupas com a grandiosidade do evento, a música com os convidados, a comida com a importância do homenageado, só tinha uma coisa que não combinava – a quantidade dos pratos.

Normalmente preparamos festas poderosas e esquecemos de combinar tudo com tudo.

Iniciar um novo projeto é uma “festa poderosa” mas ao escapar um detalhe ele pode fracassar integralmente ou parcialmente.

Uma empresa pode ter o melhor produto e isso é uma “festa poderosa”, mas se não tem apresentação não terá aceitação ou a valorização que pleiteia.

Um indivíduo pode ter um grande potencial em determinada área, mas se não tiver disposto a evidenciar seu taleto não alcançará o sucesso.

Tudo na vida tem que combinar. A oração só tem valor se combinar com a fé.

Cada instrumento que compõem uma orquestra tem que estar combinando os sons enter si.

Moral da estória: Quer ter sucesso? Faça do seu projeto (profissional ou pessoal) uma “festa poderosa”, pense em todos os detalhes e o mais importante harmonize cada detalhe com o seu objetivo.

Quer ser um profissional de sucesso?

 Vista-se como um, aja como um, fale como fala um profissional de sucesso, deixe o seu ambiente de trabalho com aparência de empresa de sucesso.

Não deixe por menos, porque se você não acredita no seu próprio projeto , quem acreditará?

É preguiça ou desmotivação?

Só para começar vamos traçar um conceito básico para duas atitudes tão parecidas, pois apresentam o mesmo sintoma – a falta de vontade para fazer algo –  mas de origens diferentes.

Uma é a preguiça e a outra é a desmotivação. Ambas são emoções saudáveis desde que não perdurem por muito tempo.

A desmotivação pode ser um aviso da mente para “por o pé no breque”, respirar fundo e se por como expectador da própria vida, distanciar-se do “olho do furacão” para refletir, reavaliar e assim vislumbrar novos caminhos, novas propostas.

A preguiça é uma emoção natural que deve ser tratada com uma atividade de lazer bem prazerosa recarregando energias. Preguiça é uma senhora alérgica a energia e logo que ela avista a energia sai correndo esbaforida.

Bom, né?

Essa justificativa vai salvar uma segunda-feira qualquer. Já pensou naquele dia que sempre tem um chefe ou colega de trabalho observando o quanto você não está “rendendo”?

Explique a ele que você está em pleno processo criativo. Pronto. Não abuse. Ter preguiça vez por outra é normal, mas ter com frequência não há desculpa que disfarce.

Preguiça pode ser uma necessidade de fazer determinada coisa e adiar o início da tarefa por total segurança que ela seja extremamente fácil de ser executada, mesmo que em alguns casos seja muito lenta a sua execução.

Alguns fatores contribuem para que adiemos uma ação;

1- a rotina,

2- falta de iniciativa,

3- o excesso de motivação.Eis aqui um fator interessante e pouco percebido; quando estamos muito motivados a fazer algo pode ocorrer que o foco da ação fique tão difuso que ocasionará uma dispersão.

Em outras palavras:  muita motivação faz com que a ansiedade aumente e com um alto grau de expectativas prejudicamos a concentração, fator determinante para o sucesso de qualquer ação.

Preguiça diante de um trabalho ou atitude que tenhamos que fazer é natural, previsto e saudável desde que seja esporadicamente. Caso a tal da preguiça persista está na hora de você parar para refletir.

Vamos começar?

– na preguiça há uma vontade deliberada em adiar a ação,

– na desmotivação há um impulso para não fazer algo.

– na preguiça o que pesa não é a dificuldade em se fazer algo  mas a morosidade.

–  na desmotivação o que pesa é não saber por onde começar.

– na preguiça questionamos a necessidade de agir imediatamente

– na desmotivação perguntamos para que fazer isso ou aquilo. Há uma diferença sutil entre a necessidade imediata e o desconhecimento da finalidade de uma ação.

Conclusão: Preguiça é normal e desmotivação é preocupante, certo?

Caso você se encontre em uma situação de desmotivação terá três caminhos: –

O primeiro é agendar uma consulta comigo ( rsrsrs … ), o outro é se auto descobrir para achar o foco de sua desmotivação (ainda acho que um agendamento com a Coach Maria Inês, eu mesma, é o melhor caminho) e um terceiro e último caminho é sofrer até passar essa sensação.

Qual você escolhe?

Se você optou pelo segundo caminho, auto descobrimento, siga um roteiro para livrar-se desse incomodo rapidamente.

Use o “por quê?” .  Pergunte a si mesmo porque você acha que não vale a pena fazer determinada coisa. Por que você  tem que fazer isso? Como você vai se sentir depois de ter concluído ação? Quais as vantagens que você terá ao concluir a ação? E assim sucessivamente até entender todo o processo que o afasta da concretização da ação, muito provavelmente  ao fim desse questionamento, você não só estará motivado como terá resolvido algumas pendências emocionais que se encontravam camuflada. Duvida???

A desmotivação nos traz a ausência de percepção de futuro, impedido-nos de projetar as possíveis reações disparadas por uma ação. Quando a desmotivação se transforma em uma constante, ou seja, essa emoção se repete muitas vezes é porque está na hora de repensar o seu caminho, mudar de rumo, efetuar a correção a partir do ponto em que essa emoção começou.

Por onde você quer começar?

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