Por Maria Inês Campos

Arquivo para setembro, 2014

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Diálogo – esse desconhecido.

Há um bom tempo repetimos que o diálogo é a melhor estratégia para sanar situações de conflito.E é mesmo!

Diálogo palavra de origem grega: dia (através) logo (relação, relacionamento) que requer vontade de duas ou mais pessoas para que ocorra.

Parece óbvio?

Precisamos de muitos “ensaios teóricos” para a prática do diálogo?

Levando em conta que atualmente são inúmeras as formas de comunicação entre os indivíduos e conversas possíveis diante de ferramentas tecnológicas, como deveríamos entender o diálogo?

Será possível o diálogo pelo celular, computador ou outro recurso similar?

É possível afirmar que o diálogo também evoluiu como recurso para melhorar q qualidade de vida das pessoas?

Caro leitor não tenho, aqui, a menor vontade ou intenção de polemizar com assunto tão corriqueiro, afinal todos nós exercitamos o diálogo diariamente e somos tão democráticos, não é mesmo?

Não. Não somos democráticos e tão pouco praticamos o diálogo com tanta frequência assim.

De verdade mesmo, tenho pensado muito sobre isso. O gatilho para minhas reflexões é minha natural mania de observar as reações das pessoas quando instigadas ou desafiados a superarem seus próprios limites.interação

Nas minhas duas atividades profissionais, educadora e coach, forçosamente estou sempre mediando conflitos ou propondo soluções novas para velhos problemas. Recebo um grande números de pessoas que ora não se sentem compreendidas e ora não conseguem compreender o outro em seus relacionamentos, normalmente elas carregam alto grau de ansiedade, minha atuação, por vezes, se limita a ouvir e pontuar os relatos. Frases como: Não adianta falar, ele não entende. Ele falou isso e não aquilo. É mentira o que ele disse. – são rotineiras quando nos propomos a mediar conflitos desencadeados por pseudo-diálogo.

É necessário observar que quando pessoas falam com outras não significa, necessariamente, que estejam dialogando.

O diálogo é formado por partes, você já pensou sobre isso?

Eu tenho uma tese um pouco amalucada sobre esse assunto: a palavra proferida em um diálogo tem em torno de 30% de importância  no processo. O 70% restante ficam diluídos em: gestos, olhares, respiração, capacidade de focar, entender e desvendar o outro, capacidade de ouvir e refletir sobre o que é dito e capacidade de refletir e expressar o que sente.

Você tem certeza que aplica essas ações enquanto dialoga?

Lembra do olhar do outro no seu último diálogo?

Escutou o que ele lhe disse com os olhos, gestos, respiração e  palavras?

Falou com ele sobre o que você realmente queria?

Talvez exista uma linha tênue entre diálogo e tentativa de dominação.

interação 2

 

 

No seu próximo diálogo, permita-se estar inteiro, com toda a sua atenção e toda a sua emoção e você verá a mágica que é ouvir e falar com o outro!!!  Acredite, é espetacular e milagrosa a reação pós-diálogo para TODOS o que o praticam.

Vamos por em prática?

Tropeço na pedra, pedra do tropeço.

O fato: Tropecei em uma pedra que estava no meu caminho.

A causa: Falta de atenção e planejamento

A consequência: Dor no dedo do pé

O aprendizado: Ande com atenção, defina o que você quer alcançar com os seus passos, para que você quer e como você quer.

Simples, não é?

Não. Não é simples!

Você já tropeçou em uma pedra? Qual a sua primeira reação? Xingar a pedra?   

Parabéns se a resposta a essa última pergunta foi sim, isso significa que você é membro do clube de seres humanos “normais”. Ótimo!!

O único probleminha é que, se por um lado reagir xingando a pedra é normal, por outro, transferir esse tipo de reação impulsiva para acontecimentos mais complexos pode acarretar uma somatória absurda de conflitos. O que pode e deve ser feito é transferir aprendizado de situações simples para complexas.

Por exemplo: Um fato raríssimo é alguém ser pego  traindo alguém, não é verdade?

E mesmo sendo assim muito raro proponho que vejamos a situação de vários ângulos, para isso vamos criar um fato envolvendo personagens hipotéticos. Eis a estória – João traiu Maria com Ana. Maria ficou sabendo e rompe com João. João entra em desespero e quer Maria de volta.

Maria sofre por sentir-se menor, menos amada e um pouco “burra”. A culpa é do João

João sofre por se sentir injustiçado, porque ele gosta da Maria e ela não podia descobrir a traição. A culpa é de quem contou.

Ana sofre por sentir-se melhor que a Maria e sem sorte no amor. A culpa é da Maria.

Nessa análise podemos perceber um excesso de culpados, muita dor e nada de positivo.

Sabemos que a culpa é um monstro que destrói auto estima e oportunidades de progresso. A culpa imobiliza, atrai punição, além de ser uma visão míope e variável como observamos na nossa estorinha de traição.

Aprendendo com os tropeços:

O fato: A traição de João

A causa: Falta de foco no seu objetivo – ter um relacionamento afetivo com Maria. Ausência de planejamento para viver esse relacionamento de maneira prazerosa e satisfatória.

A consequência: Sofrimento de Maria, João e Ana.

O aprendizado: Defina a sua intenção, foque, coloque toda a sua atenção no que você definiu como objetivo. Analise o quanto alcançar o objetivo traçado é importante para você. Responda a si mesmo quais os valores e crenças que lhe levaram à esse objetivo.

Pense;

1- Se nossos personagens usarem o fato para aplicar o aprendizado a vida pode ficar mais alegre e produtiva?

2- Demorar-se na dor modifica os fatos?

3- Maria, João e Ana devem priorizar uma resposta aos culpados ou dar ênfase a construção de novas metas em busca do objetivo de cada um?

4- Como você se comportaria? Considere teoria como teoria, e prática como ação  tomada a partir de aprendizado.

Parece simplista essa colocação, não é?

Lembre-se que a culpa é processo paralisante e que quando culpamos o outro, a pedra do tropeço, ou debitamos a dor na conta da nossa “inocência”, estamos na verdade estacionados .

 

O coaching é uma ferramenta muito interessante e de resultados extremamente rápidos,que nos impulsiona a caminhar a passos largos, focados e com flexibilidade para saltar, retirar ou desviar as pedras do caminho. Quando você tropeçar, se quiser, eu posso estar ao seu lado para traçarmos juntos as novas metas e estratégias que lhe levaram ao seu objetivo.

eu no salto

 

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