Por Maria Inês Campos

Arquivo para julho, 2012

Como decidir.

“Ser ou não ser, eis a questão.”, disse através de Hamlet, Willian Shakespeare com muita propriedade.

Ter ou não ter, fazer ou não fazer, querer ou não querer, são muitas as questões que permeiam o nosso viver.

Eu diria que viver é um engendrado sistema de escolhas, com a finalidade única de semear a dúvida e a insegurança, tumultuando o nosso pobre coração. Ah, sim!!!!! Digo CORAÇÃO, porque quase sempre escolhemos com o consentimento do coração. Talvez seja por essa razão que escolher é uma tarefa difícil normalmente.

Razão e emoção são duas irmãs briguentas, uma discorda da outra e quando chegam a algum acordo é porque a probabilidade de estarem enganadas é muito grande.

Decisão é um processo de competição interna com o nosso cérebro, e cérebro que é cérebro é razão pura, portanto, ele não aceita abrir mão de alguma coisa tornando o processo de decisão em uma tortura sutil ou monumental, dependendo da escolha ou do momento.

Decidir é mesmo uma situação difícil já que o cérebro para algumas pessoas é o mandatário das ações pessoais, mas tem uma parcela da população pensante que tem o coração maior do que o próprio cérebro e nem por isso o ato de tomar uma decisão fica menos difícil. Complexa essa questão, não é?

O uso do recurso literário de personificação nesse texto, do cérebro e do coração, tem a intenção de facilitar a compreensão de como ocorre o processo de decisão no indivíduo.

O ser humano é um universo completo, composto de espírito, alma e corpo, em uma definição simplista. Razão, emoção e instinto se confundem dentro do ser humano, refletimos muito pouco sobre o assunto e no dia-a-dia agimos como se tudo isso fosse uma só coisa, ou tudo isso fosse Vontade. Vontade de ser, de ter, de sentir.

Para efeito de compreensão talvez devêssemos, hipoteticamente, esquartejar o nosso EU e assim, segmentado, identificar os nossos processos internos,justamente para agirmos com mais coerência e entrelaçar a nossa razão, emoção e instinto de uma maneira harmônica e suave,  desfazendo nossos nós interiores.

Acho que aqui cabe um alerta: esquartejar de maneira hipotética dispensa material cortante e possíveis malas ou sacos… rsrsrs… Só pra assegurar a integridade física de quem se propor a ler esse post.

Bom , diante desses argumentos, voltemos á questão de tomada de decisão.

Já esquartejamos o nosso EU e temos agora a razão, a emoção e o instinto em caixinhas separadas , mas todas guardadas dentro do cérebro, combinado?

O segundo passo é avaliar qual o grau de interdependência entre eles.

Como que, dentro de cada um de nós, isso funciona?

Qual o peso que cada um tem na nossa composição do EU?

Como cada um desses personagens interferem na tomada de decisão?

Vamos por partes como um bom esquartejador:

1- Instinto – não vou divagar em explanações técnicas ou filosóficas porque  não é a proposta do tema, o importante é saber que no processo de tomada de decisão o instinto atua em casos graves, em situações extremas ele sozinho resolve. Tem a personalidade forte, é inerente ao reino animal, em algumas situações provoca grande confusão. Quando cutucado reage impetuosamente passando por cima da razão. Ele, o instinto tem uma intima relação com a emoção, e é ela que cutuca o instinto. Instinto e emoção andam juntos, são cúmplices, e é muito comum serem confundidos em algumas situações.

2-Emoção – moça bonita, de fino trato, sedutora, sempre bem intencionada. Essa mocinha carrega com ela as cores do arco-íris, e ao andar pelo nosso EU vai derramando suas cores. Quando encontra com a razão pede conselho sobre que cor esparramar, se encontrar com o instinto pergunta a ele sobre qual a cor mais apropriada, esquecendo-se da escolha da razão. E assim caminha meio que sem controle. Por vezes exagera e derrama muita, mas muita tinta mesmo, fazendo com que a razão esbaforida saia em seu socorro com panos, baldes e vassouras.

3- Razão – senhora de muita sabedoria, cuidadora e protetora do EU. Está em constante conflito com o instinto e a emoção. Quando não é um é outro que extrapola gerando mal estar no EU. A razão costuma levar algum tempo para expor a sua opinião por qualquer coisa que seja. Sempre que é convocada pelo EU para tomar uma decisão ela pacientemente escuta as opiniões do instinto e da emoção, por ser morosa sofre traições por parte desses dois, tendo que aturar um ou outro passar na frente e  responder ao EU. Conflito instaurado, dona razão tem o maior trabalho para reorganizar e reequilibrar o Senhor EU.

Ah! Lembra que ao esquartejar o Eu guardamos as caixinhas no cérebro?

Ufa!!!! Quase esqueci de contar para você que toda essas relações acontecem no cérebro e essas três personificações fazem um barulhão dentro dele. O cérebro é muito sem paciência e sempre que ocorre conflito ele dispara algumas substâncias avisando o corpo para tomar alguma providência.

A dúvida é o tipo de conflito que mais faz barulho no cérebro.  A emoção e a razão são difíceis de fazerem amizade, cada uma tem uma personalidade forte e é raro que concordem sobre algum assunto e isso provoca  duvida. Vai de cá, vem de lá… começa a discussão. Foi assim que nasceu o “Ser ou não ser, eis a questão”.

Pensando sobre tudo isso, algumas pessoas desenvolveram uma técnica para diminuir o conflito da dúvida e não é que dá certo?

É o seguinte:

Em questões simples recorra à razão  e diga para a emoção se comportar.

Em questões complexas negocie. Isto mesmo! NEGOCIE!!!!! A dúvida nasce quando a razão prevalece e a emoção tem que abrir mão de algo, ou quando a emoção prevalece e a razão tem que abdicar de alguma coisa. Negocie; o mais adequado, para evitar dor e sofrimento, atenda ao que diz a razão e proponha algo bem legal para trocar com a emoção, minimizando a provável perda que ela terá. Só tem um segredo para que esta técnica tenha sucesso, antes de negociar, deixe as duas de castigo. Apague por algum tempo a situação que gerou a dúvida, se afaste da polêmica, dê um tempo… E só depois faça a sua proposta. É tiro e queda!

Parece brincadeira?

Até parece, pela maneira com que foi escrita, mas atrás da leveza do texto tem um fundamento neurológico.

Tente, você vai se surpreender com os resultados. Deixe o seu comentário ou faça a sua consulta por email, vou ter muito prazer em lhe atender ( é sem custos… rsrsrs)

email: mariainesdecampos@hotmail.com

Anúncios

LANÇAMENTO!!!!

Lançamento confirmado!
Saraiva Mega Store – Shopping Pátio Paulista
15 de Agosto 2012 à partir dás 19:30hs

Reserve em sua agenda!
Será um grande dia para você.
Os coautores ao escrever sobre a prática do Coaching, buscou abordagens pessoais, instigantes para o Coach experiente e informativas para o principiante nas artes do Coaching.
Contamos com sua ilustre presença para que o evento seja completo.
Convide amigos , parentes colegas

ESPERO VOCÊS NESSE LANÇAMENTO ESSE LIVRO É MUITO BOM!!!!

SÓ TEM FERA!!!!

SOU CO-AUTORA… RSRSRS….

Expectativa- esperança fundamentada em promessa.

A expectativa é uma das sensações mais angustiante e mais “viciantes” no nosso cotidiano.

Fazemos da vida um festival de expectativas. Caminhamos sempre em busca de algo.

É estafante caminhar sempre com pressa, precisando chegar. Desaprendemos a caminhar pelo prazer de exercitar, de olhar ao redor, de respirar compassadamente….

E quando o “acaso” nos coloca a passeio, logo arrumamos um lugar para chegar ou algo para alcançar, não é?

Nesse caso, o de sempre nos condicionar a buscar algo, é que nos tornamos dependentes da sensação de estarmos em expectativa, e aí desenvolvemos um mecanismo peculiar para combater a ansiedade gerada;  criamos a “ansiedade do negativo”.

Escrever sobre isso parece estranho, mas é um recurso que usamos inconscientemente desde a infância.

Exemplos de “ansiedade do negativo”:

1-Quem já não guardou a melhor , ou maior parte do ovo de páscoa para comer quando todo mundo já tiver acabado com o seu?

2-Quem já prestou uma prova e, embora tenha achado que foi bem, saiu anunciando que foi mais ou menos?

3-Quantos de nós, querendo uma coisa, nos preparamos para não alcança-la?

E tudo isso em nome do “bom-senso”, da “prudência”, como se vibrar negativo tivesse alguma justificativa que não fosse o nosso despreparo para viver plenamente.

A expectativa é necessária, nos coloca em posição de alerta, aguça nossos sentidos, desde que dosada e ocasional. Esperar o melhor do Universo é nosso direito e dever. Almejar sempre mais faz parte da evolução do ser humano, o equilíbrio consiste em não nos abatermos por qualquer situação não alcançada, não esquecer que a lei de ação e reação é imutável e impossível de ser ignorada.

O que fazer para manter os índices de expectativa sob controle e atuando positivamente em nossas vidas?

Selecionei alguns recursos de fácil aplicação e rápido efeito;

1- O mais conhecido e propagado é a meditação.

Meditar, a grosso modo significa esvaziar a mente de tudo o que está ao nosso redor para estar livre e poder focar em si mesmo. Tarefinha difícil essa!

Como ficar cinco minutos sem pensar no trabalho, na família, no amor? E veja que aqui não estou me referindo ao amor fraternal, claro! Bom, sou da teoria de que quem apresenta um problema fica comprometido a apontar a solução, sendo assim, proponho um recurso para meditar sem tanta complicação ou empenho. Vamos à técnica:

a) escolha um local onde você esteja bem acomodado e possa permanecer quinze minutos em silêncio e sem ser interrompido. Use a tal flexibilidade que tanto é falada nesse blog e arme estratégias para que esse primeiro passo, rumo à meditação, seja possível;

b)imagine um pássaro cantando e tente construir uma letra para a melodia do pássaro, você vai se espantar com sua capacidade poética! Visualize um rio e ande vagarosamente sobre ele, mesmo que não saiba nadar, eu nunca ouvi dizer que rios imaginários afogassem alguém. Percorra o rio, vá construindo a paisagem que o margeia, sinta os cheiros, sinta a água, as pedrinhas e veja que lindinho o sapinho encolhido atrás daquele matinho!!!!

Parece bobagem? Engano. Somos muito primários para abrirmos mão de algumas coisas, a grande maioria dos indivíduos entendem só a linguagem da troca e é isso que estou propondo para a sua mente – troque seus problemas por belezas naturais, mesmo que tiradas do fundo da sua memória – é uma maneira de dar espaço para a meditação, de desfocar.

2-Outro recurso interessante é o “sair de cena”. Essa técnica pode ser muito divertida e certamente vai proporcionar a você, além de abaixar os índices de expectativa, um belo exercício de estratégia. Ela consiste em:

a) trace um levantamento mental minucioso da situação que lhe proporciona alta expectativa;

b)veja-se como se fosse um personagem da situação;

c) tome para si a função de observador da cena em questão;

d) chame você de lado e como observador, converse e argumente sobre todas as variáveis possíveis para o desfecho da cena analisada. Pondere os prós e contras, estipule metas, organize possíveis soluções.

Depois de aplicar esse recurso, além de estar com a emoção sob o seu total controle, você descobrirá o quanto é inteligente. Pode acreditar! Vai até redescobrir o seu senso de humor!

Moral da estória: – Expectativa é a esperança fundamentada em promessa, é uma sensação boa e produtiva desde que não briguemos com a esperança, fazendo da expectativa uma emoção que vá da alegria de alcançar algo ao sentimento de frustração antecipado pela possibilidade de não dar certo. Acredite na sua promessa, na promessa da vida, na promessa do sucesso, e se não der certo na primeira vez, tente outra e mais outra e tantas quantas forem necessário. Viver é isso!

ARRISCAR É VIVER!!!!!!!

ARRISQUE-SE!

Nuvem de tags

%d blogueiros gostam disto: