Por Maria Inês Campos

Arquivo para maio, 2015

Chega de preguiça!!!

as-portas-abertas.
Todo indivíduo possui várias portas no seu campo emocional que permite ao outro “entrar” e transmutar comportamentos que já estejam enraizados.
Independente do outro ou da transmutação ser ou não ser boa devemos considerá-la necessária, pois entrou.
Geralmente passamos por essas portas, influenciando e sendo influenciados por pessoas, através de atos cotidianos e na maiorias da vezes, de maneira intuitiva ou instintiva.
Essa é a rotina dos relacionamentos pessoais ou profissionais quando ocorridos ao “acaso”.
A questão proposta nesse artigo é justamente dar uma direção nesse “acaso” de maneira a tomarmos as rédeas dessas transmutações, direcionando-as para o objetivo que queremos alcançar.
Pode parecer uma coisa de louco, um pouco trabalhoso demais e gerar algumas afirmações como:
1- Não tenho tempo para isso.
2 – É muito complicado
3 – Não posso mudar o meu destino
4 – Não consigo. (essa é a pior de todas)
Deixemos essas afirmações de lado porque elas são a imagem da negligência pessoal e são trancas terríveis de portas maravilhosas que nos dão acesso ao que mais queremos.
E por falar em o que mais queremos – você já traçou, refletiu e documentou o que você mais quer da SUA VIDA? Já aproveitou uma sugestãozinha básica que vemos a todo momento no mundo empresarial chamado Visão, Missão e Valores?
Não?
Acredite esse pode ser o primeiro passo para facilitar o direcionamento da SUA VIDA.
Após definir de maneira clara, para você mesmo, afinal você é a pessoa mais importante para o seu mundo; decida o que quer para a sua vida, o que entende por vida e quais são os valores e crenças que acredita e respeita, assim poderemos passar para o segundo passo: o AUTOCONHECIMENTO.
Maravilha!!! Autoconhecimento de novo!!
Essa palavra já está até saindo da mídia tamanha a banalidade com que é tratada.
Proponho um AUTOCONHECIMENTO real, lembrando que para se alcançar o autoconhecimento é necessário ter conhecimento.
Conhecimento é bom e não ocupa lugar, já dizia minha avó.
Vou contar um segredo; o conhecimento em questão não é o formal, de escolas, universidades, mestrados, doutorados ou qualquer outro que o valha.
Precisamos do conhecimento de VIDA VIVIDA.
É necessário sentir o outro, observar e pensar, sistematicamente, nas ações e reações das pessoas que passam pela nossa vida a fim de identificar, elaborar e consolidar nossos valores e crenças para exercitar uma profunda compreensão do ser humano.
Para que?
Ora, para compreender a nós mesmos!
Como sou, porque sou e para que sou, isso é AUTOCONHECIMENTO. Simples, não é?
Retomando para uns ou continuando para outros:
“Todo indivíduo possui várias portas no seu campo emocional que permite ao outro “entrar” e transmutar comportamentos que já estejam enraizados.
Independente do outro ou da transmutação ser ou não ser boa devemos considerá-la necessária, pois entrou. ” (trecho desse mesmo texto)
Podemos concluir que:
1 – Possuímos várias portas emocionais.
2 – Tomamos ciência de quais são essas portas pelo autoconhecimento.
3 – Conhecer profundamente a nós mesmos implica em estudar profundamente o outro, lembrando que só vejo o que conheço, portanto,só vejo no outro o que tenho em mim.
4 – Para pertencer, entrar, participar da vida do outro precisamos passar pela porta dela através do conhecimento.
5 – Toda influenciação ou emoção sofrida por nós recebeu o nosso consentimento para que pudesse existir, pois entrou pela porta que deixamos aberta.

6 – A argumentação de que portas foram fechadas ou escancaradas através de experiências vivenciadas na infância ou adolescência deverão ser usadas com cautela por indivíduos com acesso ao conhecimento formal. O conhecimento e as fontes de pesquisas estão fartamente distribuídas e com livre acesso, possibilitando aos indivíduos buscarem ferramentas eficazes para solucionar possíveis conflitos vivenciados nessas faixas etárias.

 

“A questão proposta nesse artigo é justamente dar uma direção nesse “acaso” de maneira a tomarmos as rédeas dessas transmutações  que direcionando-as para o objetivo que queremos alcançar. ” (trecho desse mesmo texto)

 

A imposição, focada e responsável, de uma  direção ao “acaso” pode e deve ser feita através da aprendizagem do que é VIVER.

Chega de fugirmos da vida com excessos de compromissos que vão do nada a lugar nenhum.

Chega de acusarmos o “sistema” pela nossa insanidade.

Chega de entupirmos a nossas crianças com pseudo-saberes preparando-as para um futuro de poder pré-concebido por uma sociedade consumista, tirando delas o direito de serem crianças, brincarem, descobrirem o que for importante para a vida delas e decidirem na vida adulta o que querem pra si.

Chega de correr pra lá e pra cá, sem tempo para rir, andar na chuva, amar de graça, perceber o colorido dos dias e os cheiros das noites.

Tomemos as rédeas de nossas emoções abrindo e fechando as nossas portas emocionais segundo nossas necessidade e a nosso bel prazer.

Complicado?

Não. É simples.

É necessário ter tempo e vontade de ficar só, sentir o que tiver que sentir com coragem, e, principalmente ser sincero e objetivo consigo mesmo.

Nesse processo não cabe a “sinceridade” de dizer ao outro quais são os obstáculos e/ou deficiências dele com a desculpa de ser verdadeiro. Não vale ditar regras ou vomitar pareceres sobre a vida alheia deixando subtendido que só o que pensamos e acreditamos seja certo e verdadeiro.

E, também, não vale bater em retirada diante da perspectiva de viver em sociedade, no nosso meio, com as pessoas que estejam de alguma maneira ao nosso redor.

Transformarmo-nos em uma ilha ou ilhar o outro não vai dar a nós a sagrada oportunidade da aprendizagem do famosérrimo AUTOCONHECIMENTO.

Chega de preguiça!

Vamos à luta!

A felicidade e a paz é logo ali. Sucesso é ser feliz, não é?

 

 

Maria Inês de Campos

Vivedora e Coach

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Como anda seu equilíbrio emocional?

A Luz do Dia

É reconhecido que o bem estar coletivo está intimamente interligado com o equilíbrio emocional individual, posto que uma pessoa emocionalmente equilibrada atua como agente multiplicador de sua qualidade emocional no ambiente em que vive. Gostaria de apresentar alguns dos principais indicadores, habilidades e competências de uma vida emocionalmente equilibrada:

Autoconsciência: é sua capacidade de observar-se e reconhecer os próprios sentimentos, emoções, pensamentos e reações com fidedignidade, sem aumentar ou diminuir; dar-se conta de suas ações e conhecer as conseqüências delas; saber se uma ação está sendo governada por pensamento, emoção ou sentimento.

Flexibilidade emocional: é a habilidade de monitorar a “conversa consigo mesmo” para compreender o que está por trás de uma emoção e encontrar meios de lidar habilmente com medos e ansiedades, raiva e tristeza.

Regulação do estresse: Realizar exercícios e métodos de relaxamento, principalmente os que envolvem respiração. Uma mudança emocional sempre é acompanhada de uma mudança no ritmo da respiração.

Empatia:

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Lidando com a raiva

Lidando com a raiva.

Origem do desconforto

cavalo brancoHistórias condutoras: Origem do desconforto.
Hoss era um cavalo selvagem que corria livre pelo campo, saltava quando bem entendia e da maneira que lhe desse vontade. Era único, era livre, sem valores e crenças. Tinha como linha de vida somente a sua própria verdade. Não era preciso fazer concessões, nem mesmo olhar e sentir o que ele próprio não tivesse interesse.
Durante toda a sua vida foi assim que viveu até que um dia, como é comum à todas histórias, Hoss deparou-se com uma fazenda onde eram criados outros cavalos.Em sua vida livre também via outros cavalos selvagens, mas os da fazenda eram diferentes: recebiam afagos de seus criadores, eram mais calmos, conviviam de uma maneira mais próxima mais suave e até pareciam mais sábios. Seus olhos eram focados e iam de uma imagem a outra de maneira serena, quase nunca se agrediam. Hoss pensou que viver daquele jeito parecia ser muito bom também, claro que Hoss, com o seu jeito alucinante, dominado apenas pelo instinto de sobrivivência, observou que, em contra partida, havia naquele modo de viver um certo desconforto, afinal, tinham aqueles cavalos da fazenda algumas limitações impostas pelos criadores e outras tantas inerentes ao convívio com outros cavalos.
Eram limitações, mas eram necessárias para aquela calma e sabedoria que ele, Hoss, lia no jeito malemolente de andar e na sabedoria transmitida pelo olhar desses cavalos domados .
Hoss também ponderou sobre a tristeza que as limitações causassem naquele companheiros de espécie. Ponderou muito mesmo sobre isso! Chegou até a perguntar-se sobre quais foram e como foram os momentos, de sua livre vida, que sentiu tristeza ou alguma forma de dor emocional .
Não sei se você, leitor amigo, sabe que os animais também tem emoções, e Hoss tinha muita sensibilidade para perceber-se enquanto um ser emocional.
Um dia Hoss, nosso personagem principal, sentiu que precisava desfrutar de um relacionamento com indivíduos de sua espécie, sentiu que correr sem destino, saltar por saltar, já não mais preenchia os seus dias. Nesse dia Hoss lembrou-se dos cavalos da fazenda com uma pontinha de inveja. Não a inveja branca, nem preta ou rosa; simplesmente inveja, nua e crua como qualquer um sente.
Foi aí, nesse exato momento que Hoss resolveu buscar um treinador/domador, que lhe pudesse lhe fazer refletir sobre o valor da interação, da compreensão do princípio da ação e reação.
Hoss queria mais. Muito mais, queria entender como o outro pensa, reage, sente. Ele percebia que se continuasse atendendo só a seus instintos tornaria impossível o desejo de pertencer a aquele grupo ou na melhor das hipóteses seria muito desconfortável estar no grupo e pior do que isso, ele sabia que por mais que um indivíduo seja livre e faça o que quiser do jeito que quiser, nunca poderia se furtar da lei natural que determina que alguns animais só serão plenamente felizes quando se sentem parte de um grupo, assim como os homo sapiens.
Estava decretado o dilema. Continuar livre e sem um grupo estava tornando a vida de Hoss sem sentido, vazia, e viver como membro de um grupo exigiria dele uma boa dose de dedicação, abnegação.
Ambas situações causariam uma zona de desconforto.
– Ufa!!! Que droga! – pensou nosso amigo.
Pensou e concluiu que de qualquer maneira era determinante fazer uma escolha, e mais do que isto, o desconforto era fator exigido para que houvesse conforto e, consequentemente paz e felicidade. E assim seria sempre que ele buscasse algo novo para a sua vida.
A escolha de Hoss estava feita e com ela ele arcaria com o desconforto, mas estaria consciente de que logo viria a paz, o conforto e uma nova busca se esboçaria como a impulsioná-lo para outro dilema consolidando um novo aprendizado.

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