Por Maria Inês Campos

Arquivo para maio, 2012

É BOM NÃO ESQUECER……

Hoje pensei em contar uma estorinha.

Acho que estou um pouco nostálgica, com saudades dos meus aluninhos de ensino fundamental.

O mundo adulto tem lá suas estórias…. mas como transito nos dois e exerço a função de professora percebo uma certa facilidade nas crianças, uma disponibilidade grande em conhecer coisas novas, uma flexibilidade  flexível (desculpe a redundância) que está sempre pronta à dobrar-se diante da proposta de inovar ou aceitar a verdade do outro.

Isso não significa adotar a verdade do outro, mas perceber que a VERDADE é relativa, depende do momento, das circunstâncias e do amadurecimento de cada um.

Fique atento quando alguém lhe diz que não abre mão de suas verdades, talvez ele não tenha percebido que elas, as verdades,  abriram mão dele a medida que mudou o pano de fundo de sua própria vivência.

Voltemos ao início. Vamos à estória:

O que você acha da estória dos três porquinhos?

Vou contar do meu jeito, tá?

Era uma vez três porquinhos, irmãos, que tinham o nome de João Alegria,  Anthenor Bom Ânimo e Crisaldo Persistência, sempre unidos e muito espertos certo dia resolveram que definiriam uma meta para destinar seu tempo e sua vida.

Pensaram daqui, pensaram dali….. e depois de um bom tempo resolveram que a meta era ter uma casa.

Isso!!!! Uma casa para poder se proteger dos ataques do Lobo Difícil do Impossível da Silva, Lobo Didi para os íntimos.

O Sr. Lobo Didi era um caso sério na vida dos porquinhos, insistia em armar arapucas para pegar os três irmãozinhos.

Uma hora era o Sr. Lobo Didi colocando na comida do João Alegria um pozinho chamado “falta de fé” e aí…. Pronto. João Alegria já não era mais o mesmo, acabrunhava, fechava o focinho e se punha a olhar as estrelas  sem perceber o quanto era bonito o brilho ora prateado, ora dourado enfeitando aquele pedaço de veludo azul noite que formava o céu.

Outra hora o malvado Didi preparava na surdina um” repelente de esperança” e espalhava no matinho que Anthenor gostava de tirar um cochilo.

Era só Anthenorzinho se deitar, logo depois do almoço, que acordava quase desmilinguido, cantava sem ritmo, andava lentamente e quase não falava. Achava tudo sem graça e que nada valia a pena, nem mesmo correr sobre a lama que formava no terreiro após as chuvas da tarde no verão.

Dava pena de ver um porquinho tão lindinho assim, sem esperança nenhuma, nenhuma.

Agora maldade, maldade mesmo esse Lobo Didi aprontava com o Crisaldo Persistência.

Ah! isso sim era malvadeza das brabas….

Ele colocava uma porção de pedrinhas, cercadas por espinhos de roseira, no caminho que Crisaldo fazia toda manhã para comprar pão e leite que ele preparava para seus irmãozinhos bem cedinho.

Pode ser ruim desse jeito?

Essa não é uma trapaça das grandes?

Diante de tanta atrapalhação imposta pelo tal do lobo mau os porquinhos resolveram que a META daquele momento da vida deles seria construir uma casa.

Digo daquele momento porque acho um pouco de burrice traçar uma meta de vida inteira se a verdade é relativa e pode mudar porque mudamos, já que somos seres em plena evolução, você não acha?

Pergunto muito. Pergunto mais que conto a estória… sou muito conversadeira! Essa minha mania pode lhe render uma coisa boa. Sabe qual é? Dá a você um folego no meio de tanta falação para pensar sobre o que está lendo.

Então como eu ia contando….. a meta dos três porquinhos era ter uma casa e lá foram eles para a construção.

Compraram um terreno, fizeram a planta e partiram para construir o alicerce.

Puseram a”mão na massa”. E foi exatamente na hora de por “a mão na massa” que começou a discussão.

Ichiiiiiiiiii, esqueci de contar para você que na nossa estória tem uma discussão entre a EQUIPE dos porquinhos.

Tudo começou quando só um porquinho foi para a “frente de batalha”, se é que você me entende, um foi e os outros dois ficaram dizendo que  eles queriam alcançar a meta, mas sabe como é, eles precisavam supervisionar a obra e o Crisaldo tinha mais jeito para construir e eles seriam o apoio para Crisaldinho Persistência, que nessa altura do campeonato já pensava em mudar o nome para Crisaldo Tôphora.

Crisaldo desceu da escada e falou:

– Escuta aqui, meus nobres e amados irmãozinhos, enquanto vocês ficam na supervisão da obra o Lobo Didi fica na espreita, vocês não acham que deveriam participar para que a nossa casa (meta) seja construída logo?

E continuou a deitar falação:

– Uma meta, digo, casa tem que ser construída tijolo a tijolo. Nós temos que abrir mão de outras coisas para ter disponibilidade para alcançar a meta, digo,para construir a casa, se a gente não se reprogramar, não se readequar a todo momento poderemos abrir uma brecha e o Sr. Lobo Difícil do Impossível da Silva armar uma arapuca para nós. É isso que vocês querem?

Os dois folgadinhos se entreolharam com uma cara de “nunca tinha pensado nisso” e responderam em uníssono:

– Naummmmmmmmmmmmm!!!!! ( não gritado.. rsrsrs)

E assim os porquinhos se juntaram  e deram cabo da tarefa de construir a casa, ou alcançar a meta não sei bem sobre o que mesmo estávamos falando se era de casa ou de meta. Epa! me confundi de novo!

Bom, o certo é que a casa ficou pronta e o Lobo Didi não conseguiu espalhar a falta de fé, a desesperança e nem a dificuldade intransponível. Deixou de atormentar os três porquinhos e saiu correndo, esbaforido, a procura de uma pessoinha vulnerável para ser pega nas suas armadilhas. Tomara que ele não pegue você.

Moral da estória: Para alcançar a meta que você se propôs é preciso nunca perder a fé em si mesmo, fé no outro, manter a esperança sempre muito viva e persistir. Se caso você precisar de um ajudante de pedreiro, pode me procurar.

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RELAÇÕES DE PODER VERSUS RELAÇÕES PODEROSAS

O conceito mais atual de poder é liderança.

Se antes aceitávamos como autoridade indivíduos possuidores de títulos ou bens materiais, hoje não  acatamos mais “ordens” , optamos por seguir lideranças e isso faz uma grande diferença.

Talvez, e muito provavelmente , o momento evolutivo que vive a raça humana nos faça questionar valores, conceitos e princípios.

Sempre fez parte da nossa essência a busca por conhecimento, mas diante de tanta evolução tecno-científica se torna necessário uma reestruturação de nossos ideais e objetivos adequando-nos ao momento que vivemos.

Diante dessa constatação passa a ser muito importante, para  indivíduos e para empresas, entender como se processa as relações de liderança e quais os recursos que podemos utilizar para a condução dessa habilidade.

Um líder nem sempre é o melhor técnico da empresa ou o indivíduo que cumpre todas as regras estabelecidas. Um líder é antes de tudo um condutor de pessoas, um motivador que utiliza de sua habilidade para levar as pessoas ou seus subordinados à conquista de metas pessoais ou coletivas.

” A maior habilidade de um líder é desenvolver habilidades extraordinárias em pessoas comuns.”                               Abraham Lincoln

Essa frase de um grande líder, Abraham Lincoln, expressa de maneira concisa o mais importante foco de uma liderança – A quebra do paradigma das relações entre patrão e empregado, senhor e subordinado, enfim, a quem tem atribuído o poder e quem pertence ao grupo de subordinado.

O poder passa a ser conquista e não mais uma atribuição imposta ou pleiteada, existem alguns pontos que devem ser levados em consideração quando pensamos em liderança, são habilidades que podem ser cultivadas e que certamente formaram um líder se forem desenvolvidas:

– flexibilidade –

Flexibilidade significa ter a capacidade para mudar de estratégia rapidamente e não mudar de meta.

Em outras palavras; mudar momentaneamente uma ação para obter êxito na conquista da meta levando em consideração a possibilidade de se adequar a conceitos, idéias e práticas não consoantes com o projeto inicial.

– coerência entre discurso e prática – 

 Valores e ética no discurso do indivíduo ou no planejamento de empresas são fáceis de serem encontrados, o difícil é aplicar conhecimentos teóricos á prática diária. Valores e procedimentos éticos são questões fundamentais para o sucesso na conquista de meta, mas é necessário ter  cuidado, e em nome desses valores e procedimentos éticos usar de flexibilidade.

– ser aberto à inovação –

Inovar traz de brinde o risco. “Em time que está ganhando não se mexe.”, diz o ditado popular, como todo ditado tem lá sua razão, mas usando a flexibilidade, será que o risco não é o recurso para o sucesso?

Quantas pessoas ou empresas que você conhece que se destacaram repetindo as mesmas ações por muito tempo? Arriscar-se, portanto, é uma bela maneira de se colocar à disposição da possibilidade de alcançar a sua meta.

– ser criativo –

Se tem uma habilidade que seja necessária para viver com um mínimo de qualidade é essa tal de criatividade.

A criatividade está em fazer uma releitura de tudo o que acontece à nossa volta e até mesmo o que acontece dentro de nós!

Criar é buscar novas formas de viver o velho, é repaginar posturas assumindo uma nova maneira de olhar e sentir situações já vista ou sentidas.

E como somos criativos diante de situações de conflitos, não é?

Em posição de liderança é preciso ser criativo, quase um professor Pardal, nas relações entre equipe. Há de se ter várias idéias criativas para contornar conflitos, resolver problemas, e até mesmo buscar soluções onde aparentemente não tenha. Diante dessa definição podemos concluir que somos pessoas criativas o que pode acontecer é não usar esse talento na hora certa e da maneira adequada.


– dar atenção aos aspectos humanos das ações –

Esse é um item extremamente necessário para obtermos sucesso em QUALQUER área da vida, mas talvez pela imposição de um sistema de produção remanescente do período da revolução industrial, ficou relegado ao campo religioso, místico ou filosófico, não que esses campos sejam secundários, mas não são, ou não eram, respeitados como campo de produção ou como gerador de riquezas. Hoje, introduzida uma nova conceituação das relações  de empresa e funcionário, no final da década de 70 e começo da década de 80, o mercado de trabalho já aplica recursos no bem estar dos indivíduos que compõem sua equipe. E por falar em equipe acho desnecessário dizer o quanto um grupo de pessoas alinhados no mesmo ideal e devidamente motivado em função do alcance de metas faz toda a diferença na conquista do sucesso, não é?

Voltando ao foco de analisar o que faz um indivíduo se transformar em um líder, teremos a partir desse tópico , cinco  habilidades que devem ser observadas com bastante atenção por quem tenha por meta se transformar ou melhorar a sua performance de LÍDER.

– valorizar seus liderados –

Um gestor quase sempre se esquece que deve ser um líder e deixa de “olhar” sua equipe com foco no desempenho pessoal, ou se olha, olha pra ver quem está negligenciando tarefas. Essa questão deve ser ponderada com atenção já que faz parte da natureza humana agir de acordo com estímulos e portanto, podemos concluir que qualquer ser humano elogiado com verdade, ou seja, com base em real ação que possa ser elogiada,( não cabe aqui elogios feitos de maneira superficial) estará sendo motivado ou desafiado a se superar, melhorando ainda mais o seu desempenho. Obviamente o contrário também é verdadeiro, caso o líder enfatize ações negativas de seu liderado, a reação , por parte do liderado, será da assimilação do conceito que ele realmente é incompetente. A valorização  da equipe por parte do LÍDER é recurso que aumenta a produtividade além de gerar um bom ambiente de trabalho.

– ser parceiro do próximo ajudando-o a conquistar sua meta –

A relação de poder de um chefe com seu chefiado passa a ser uma relação poderosa quando  transforma  chefe em líder e chefiado em liderado, não é uma diferença sutil e nem tão pouco uma questão semântica, mas trata-se de uma postura que faz toda a diferença quando o objetivo seja o sucesso. Um chefe ordena, um líder conduz; um chefe cobra resultados, um líder delega responsabilidade; um chefe aplica penalidades quando constata uma falha, um líder caminha lado a lado para evitar possíveis falhas e quando elas ocorrem  assume junto com seu liderado a responsabilidade da ação e atua junto à equipe para que seja feita a correção.

– conhecer as necessidades materiais e emocionais de seus liderados – 

Conhecer as necessidades materiais e emocionais de liderados é umas das atribuições de liderança que, em geral, fica relegada à segundo, terceiro, quarto plano…. Existem algumas “justificativas” para que isso ocorra e uma delas , acho a que mais emperra o processo de exercer a liderança, é essa mania de achar que participar é o mesmo que invadir, em outras palavras – não expor o lado pessoal no ambiente profissional com o pretexto de que não devemos misturar as coisas. No mínimo essa postura adotada por grande parte dos chefes é curiosa.  Somos seres humanos, tá lembrado? E se somos seres humanos devemos considerar que três situações são inerentes à nossa composição: capacidade de sentir, capacidade de pensar e capacidade física. Em suma; corpo, alma e mente.

Dessa maneira como entender e extrair o melhor de seus liderados se não ter uma visão e percepção real do indivíduo como um todo?

Como ignorar seus anseios, suas dores emocionais , seus preceitos e seus valores?

Um líder só exercerá a liderança diante de um grupo que o aceite como membro, como parte de um todo e não como um estranho que fale língua diferente. Como líder não tenha medo de ser amigo, e dos bons, daqueles que seu funcionário possa confiar, seja um aliado para todas as situações.

– promover o bom-humor e a serenidade em situações de conflito –

Todo indivíduo tem o direito de ser feliz, mas para isso tem que guardar o princípio de que é dever de toda pessoa sofrer sem causar sofrimento, lutar para não ser um fardo para o seu próximo. Eu diria que até para sofrer temos que ter elegância… rsrsrs… Pois é, imagine um líder tento crises existenciais ou em situações de conflito  ou dificuldade posicionando-se com desequilíbrio, como liderar desconhecendo o caminho?

Como manter o grupo unido e coeso se o líder não consegue se manter coeso e unido com suas metas?

Como manter um bom e produtivo ambiente de trabalho com oscilações de humor oriundas daquele que é o condutor da equipe?

Digo sempre que bom-humor não é favor, é obrigação. Se você quer ser líder busque o autoconhecimento, exercite o autodomínio, esse aprendizado é um dos mais difíceis e mais longo, mas vale muito a pena!

– conversar – 

Eis a ferramenta máxima do exercício da LIDERANÇA, a conversa!

CONVERSA – palavra de origem latina que significa CON  com e VERSARE girar,virar – ou seja: conversa pode ser entendida como uma dança verbal.

Para dançar há de se ter uma música e um par, entenda por música o assunto e por par o outro, e para dançar sobre um assunto com o seu par tem que existir interação. O segredo de uma conversa produtiva reside na interação, converse olhando para o outro e fazendo com que ele olhe para você, perceba os gestos e a entonação da voz que pertence a esse ato de conversar. Uma conversa com outra pessoa afeta o nosso estado de espírito, as nossas emoções e a filosofia à medida que falamos, ESCUTAMOS E OBSERVAMOS.

O tema relações de poder apresenta ainda muitas nuances que merecem serem estudadas, essa são as mais básicas. 

Se você quer saber mais a respeito,  receber um treinamento pessoal ou para a sua equipe entre em contato que terei muito prazer em lhe atender.

Escola Sinhá – exercício de compreensão.

Todos os dias, agradeço a Deus por ser tão generoso comigo, porque além de colocar sob a minha responsabilidade tantos filhos Seus ainda permite que eu exercite o sagrado dom de compreender o outro.

Não é uma tarefa fácil, exige que se pense, reflita e acima de tudo, coloque-se no lugar do outro. Erro com muita frequência e recomeço quase sempre.

Escola é local de aprender; aprende aluno, professor, diretor, funcionários, e quem mais aparecer, isso acontece com todas as escolas.

A diferença na Sinhá é que a gente além de aprender coisas que a ciência ensina e aprender coisas que a cultura traz, a gente aprende a ser mais generoso, mais humano, mais compreensivo. Isso acontece porque os alunos da nossa escola Sinhá são pessoas que vem para a escola com uma riqueza de experiências pessoais tão variáveis e tão fora da rotina que permite a nós professores e funcionários uma chance para repensar valores e reaprender a ética humana.

Os meus alunos não são uns “anjinhos incompreendidos por esse mundo cruel”, muito pelo contrário, são crianças levadas, indisciplinadas como toda e qualquer criança, o que os faz diferentes é o alto grau de dificuldade material e emocional a que eles são expostos, e isso não acontece com todas as crianças, não é?

E diferente de todas as crianças, os meus alunos tem uma coragem maior e uma vontade maior, a questão é, e sempre será como liderar essa coragem e vontade. E para ser líder tem que se ter poder.

Pronto, chegamos à questão crucial: O PODER.

De tudo que aprendemos na escola Sinhá o mais importante é sobre PODER, o poder e sua relação com liderança, o poder como recurso de comando, o poder como construtor da ordem e disciplina. Se existe uma liçãozinha chata e difícil é essa.

O segredo, depois de muito tropeçar, descobri que é o seguinte:

O poder, ou a liderança NÃO se instala com a simples imposição, mas conquista-se através de demonstrações de comprometimento.

Demonstrar comprometimento não significa prender-se a registros ou metas impostas pelos órgãos oficiais, antes de tudo tanto os registros como a metas, devem ser considerados como norteadores do trabalho formal, comprometimento é estar atento ao bem-estar das pessoas, às necessidades do ser humano, às emoções que governam os nossos mais íntimos anseios.

Em resumo: O Comprometimento traz de brinde a Liderança, que por sua vez favorece a disciplina e a ordem.

Parece simples?

Pense sobre isso.

Água mole em pedra dura tanto bate até que fura.

Persistência.

Se existe uma coisa que mãe tem é essa tal de persistência e hoje, dia das mães, nada melhor para refletir e carregar como linha mestra para essa semana o velho e bom ditado popular:

“Água mole em pedra dura tanto bate até que fura.”

A história da humanidade está repleta de exemplos de perseverança e determinação, pessoas que perseguiram um ideal até as últimas consequências e fizeram da persistência o seu caminho para o sucesso e reconhecimento. Venceram barreiras tidas por intransponíveis e não desistiram nem diante do mais terrível algoz que é o desacreditar de si mesmo.

Gastaríamos horas explanando sobre Soichiro Honda, por exemplo, um rapaz sonhador que fez do seu sonho um ideal de vida a ser conquistado e nem mesmo a Segunda  Grande Guerra foi obstáculo para a sua persistência. Encontrou inúmeros nãos no seu caminho e nenhum o convenceu. Honda fez da flexibilidade a sua maior arma, e o mais importante: – Usou todos os obstáculos que encontrou para recriar caminhos. Furtou-se da inglória tarefa de lamentar-se.

Ficamos, por vezes, buscando sustentação para aprendizados óbvios. Pesquisamos biografias de pessoas famosas e distantes do nosso dia-a-dia para citar como exemplos de sucesso e realização. Tudo muito louvável, mas cabe aqui uma colocação: Será que de maneira inconsciente não buscamos exemplos distantes por querer justificar a nossa “preguiça” em colocá-los em prática?

Quem pode dar um exemplo de persistência tão bom quanto o de algumas mães que teimam em criar seus filhos apesar de tantas dificuldades?

Quem é mais persistente que uma mãe quando se determina a transformar, moldar, educar um ser humano, fazendo dele um ser íntegro e de caráter?

Quem melhor que uma mãe, esconde sua dor, suas lágrimas para fazer de sua cria um indivíduo mais doce e mais feliz?

Algumas mães fraquejam, outras vencem e outras ainda são vencidas, o que as faz diferentes é uma exclusiva capacidade de acreditar no seu filho, de vislumbrar uma luz em todo e qualquer túnel construído pela imperfeição do ser humano, e sempre achar uma saída ou uma justificativa para as deficiências de sua prole. Sou mãe, pertenço a uma classe que quando se percebeu grávida acreditou piamente que o mundo receberia, assim que parisse, um ser único, lindo, sábio, abençoado – seu filho! Essa classe de mães que infestam o planeta e que dão grandes exemplos de persistência e determinação.

A grande diferença entre essas mães e o Soichiro Honda é o foco; Soichiro focou em construir algo que trouxesse lucro e as mães focam em distribuir renda.. rsrsrs…. Bem, digamos que seja quase isso…..

Na verdade a diferença está em direcionar essa capacidade de querer que temos em algo e não desistir nunca, usar de flexibilidade quando necessário, redirecionar  fazendo adequações momentâneas de acordo com as circunstâncias, mobilizar recursos e acima de tudo acreditar sempre, impedindo que a lamentação corroa o seu querer.

Não se lamente, busque soluções, ache saídas, não perca tempo e oportunidade. Quando a lamentação, a peninha de si mesmo vira rotina acabamos por acreditar que é impossível e aí nos perdemos da persistência, sobrando o fracasso como companheiro. É isso que você quer?

Não. Claro que não!

Então faça do seu sonho profissional, sonho de consumo, sonho afetivo, sonho de sucesso ou de qualquer sonho que puder sonhar um filho e sendo assim foque sobre ele, p-e-r-s-i-s-t a , incansavelmente, sem uma única queixa, acredite que você pode e comece a sorrir agora porque 80% do caminho já estará percorrido.

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