Por Maria Inês Campos

Arquivo para julho, 2015

Porque os jovens profissionais da geração Y estão infelizes

Porque os jovens profissionais da geração Y estão infelizes.

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Consciência – Breve Ensaio – Parte I

pianistaFalo sempre sobre os meus pensares, minhas buscas e, principalmente, sobre minhas observações cotidianas.

Acredito que a sabedoria consiste em transportar para o dia-a-dia todo conhecimento adquirido em textos, pesquisas e qualquer outra forma de aprendizagem. Ainda teimo em definir aprender como algo diferente de saber; aprender implica em mudanças comportamentais individuais. Não tem como aprender qualquer coisa que seja e permanecer o mesmo, acho eu.
Em  reunião de um grupo ao qual pertenço, desde janeiro reunidos às segundas-feiras, surgiu a questão “O que é ter consciência”.

Discutimos e demos uma pincelada sobre o tema, que a princípio já sinalizou ser amplo e complexo. Chegamos a um consenso, mas como já é hábito “rumino” por longo tempo temas que possam me levar a um maior preparo na função de Coach.

Pensando sobre dois clientes, de personalidade e buscas distintas, percebi em ambos um mesmo “vício” – o de buscar “ferramentas” (virou modismo essa expressão e, consequentemente, perdeu muito do seu significado e aplicação terminológica dentro de alguns processos) para resolver aprendizagens que eles, inconscientemente, se negam a buscar.

Sobra neles o QI ( Quociente Inteligencia), o QE (Quociente Emocional) vai “capengando”, o bloqueio está no QS (Quociente Espiritual), a partir dessa premissa passei a questionar e buscar mais informações sobre QS.

Podemos iniciar avisando aos mais incautos que QS não se trata de religião, ou mesmo a crença em um ou mais deuses. O Quociente Espiritual tem muito do conceito de sair do Ego e passar a senti-se parte de um TODO. É nesse contexto que encontraremos a chamada CONSCIÊNCIA.

Todo indivíduo tem, a priori, três tipos de inteligências:  QI ligada à razão, QE ligada à emoção e QS ligada à espiritualidade.

Sendo que as duas primeiras estão vinculadas ao processo de ação e reação, à fuga e agressão, positivo e negativo. A QS diz respeito à capacidade do indivíduo de não agir ou reagir de pronto. O Quociente Espiritual nos permite, quando consolidada, enxergar com distanciamento um fato que nos atinge, refletir sobre ele questionando sobre sua origem, desencadeamento e consequência.

Complexo, não é?

Complexo como qualquer sensação ao ser descrita com palavras escritas, não tão complexo em uma conversa informal entre indivíduos buscadores.

Tentando Simplificar:

 ” As notas que eu interpreto não são melhores do que as de muitos pianistas. mas as pausas entre elas – ah, esse é o ponto em que a arte reside.”

                                                                                                            pianista Artur Snabel

Começando de trás para a frente, proponho pensar nessa frase e traçar um paralelo com nossa maneira de viver.

Falaremos sobre “pausas” na música da vivência pessoal.

Observe que, propositadamente, não digo VIDA, já que daria margem para discorrer sobre VIDA como processo amplo que nunca cessa, opto por vivência que nos remete ao caminhar ou perambular pela VIDA.

Creio nessa alternância de caminheiros e perambulantes como situação real e produtiva que nos colocamos experimentando o viver.

Caminhar – poderemos considerar como o ato de executar a nota da partitura .

Perambular – figurativamente será a pausa entre uma nota e outra. Pausas necessárias, nem sempre prazerosas, mas sempre oportunas.

São as pausas que nos trazem os elementos para transformar nossas vivências em verdadeiras “obras de arte”. Infelizmente nós não utilizamos nossas pausas da melhor maneira e como consequência temos uma vida muito aquém da magnitude a que fomos fadados.

Apesar da abordagem ligeira, esse assunto pode nos proporcionar verdadeiros saltos em direção à paz e realização pessoal.

 Para uma melhor compreensão do tema – Pausa –  devemos conceituar o que chamamos de pausa: Considere que você seja um pianista – o melhor do mundo.

Observe a partitura e veja que as pausas determinam  o ritmo, na pausa você está mais atento e a sua platéia está em suspense para ouvir a próxima nota.

Esse é o segredo!

Caminhamos através de experiências variadas, mas vez por outra nos deparamos com a sensação de estarmos perambulando.

A busca, a dor, a frustração, a mágoa, a ira, entre outras emoções, nos tiram da direção do caminhar.

Sentimo-nos perdidos.

Deparamo-nos com o passado a nos espreitar e num momento de fragilidade, saltar à nossa frente recordando-nos de dores antigas. Outras vezes o medo, a culpa, nos paralisam a caminhada querendo que acreditemos que o futuro é tenebroso, ou nas melhores das hipóteses, incerto.

Essas são as pausas que permeiam as notas que compõem a música da VIDA, da nossa vida, e cada um tem as suas próprias pausas.

O que faremos com elas é que transformarão, ou não, a nossa vivência em uma obra de arte. Somos o pianista que executa a  música, colocando as pausas necessárias para que o público perceba a emoção que quer passar. O que a música provoca na platéia é a soma  e alinhamento dos elementos notas musicais, pausa e pianista, resultando em um sentimento que transcende a individualidade, proporcionando sensações de encantamento. Espiritualidade!

Releia o texto e pense sobre “notas musicais” como QI (ciente/razão), “pausas” como QE (ciente/emoção), “pianista” QS (consciente/espiritualidade). É missão do pianista QS alinhar a QI com a  QE para que, dominando o seu instinto, possa beneficiar a platéia com uma bela audição.

E você está consciente da sua missão ou apenas ciente dela?

Oh! My God!!!!

Atendo como Coach uma imensa gama de questionamentos, de conflitos e, logicamente, vou conquistando cada vez mais um alto grau de flexibilidade. Não fugindo de meus valores, mas revendo minhas crenças, conseguindo através de um exercício constante de pensar, repensar e reorganizar-me. Tomando consciência do processo evolutivo individual como um todo, uma grande rede de influências onde, em uma postagem anterior – A Verdade de Cada Um –  já abordamos esse tema.

O que me intriga e, consequentemente, me motiva ainda é uma variante do tema VERDADE. Talvez seja uma conquista minha a ser partilhada, ou um valor meu a ser burilado, mas essa tal VERDADE tem sido um desafio constante no exercício da minha função de Coach.

Deve ser uma”conspiração do Universo” essa necessidade de questionar de como lidar, sentir e agir com verdade, digo isso considerando o momento político e econômico, considerando ainda o realinhamento das relações humanas e finalmente, considerando o que ouço, percebo e sinto exercendo o meu papel de Coach.

Só pode ser “conspiração do Universo!!!!

Oh! My God!!!!! Como diz minha querida amiga Miriam Correa.

oh my god

Compreendo que cada um tenha a sua verdade, que ela seja circunstancial e variável ( acredito piamente nisso), mas a partir daí criar uma “verdade” que não tenha fundamento dentro do próprio conceito do criador é demais para a minha compreensão.

Com tantas conquistas no campo do conhecimento custo a crer que pessoas com razoável grau de entendimento e cultura ainda insistam em contar “mentirinhas cotidianas” como ferramenta de manipulação do outro, e pior que isso: pessoas que dizem buscar qualidade de vida, que dizem querer entender melhor os processos de interação entre os indivíduos e os grupos!

Oh! My God!!!! Oh! My God!!!!! Oh! My God!!!

O meu trabalho, de maneira simplista e resumida, consiste em olhar firmemente para os olhos do meu cliente e questioná-lo sobre a sua própria verdade. Aquela verdade que fica sob os escombros de valores e crenças impostos por processos educacionais viciosos e/ou por processos dolorosos, tão dolorosos que provocam a fuga da realidade em alguns momentos, quando não provocam a agressão sem aparente nexo.

Alguém se lembra do Tao?

Tao-Garden

Não defendo a verdade a qualquer preço, aquela “verdade” que faz do indivíduo um insano grosseiro, mas a verdade possível e saudável que sabe dizer: Agora não vou falar sobre isso por essa ou aquela razão. A minha opinião é que isso ou aquilo não é bom por hoje e para mim (por hoje porque amanhã tudo pode mudar e para mim porque cada um é um).

Gosto da verdade amorosa que respeita os envolvidos nos fatos, que respeita a opinião do outro que não se mascara pelo jogo do poder ou da posse.

Qualquer um gosta, você deve estar concluindo, não é? A questão é: Qualquer um pratica?

Cada um tem o livre-arbítrio para fazer o que quiser, até manipular verdades, desde que não interfira no bem-estar do próximo, não é assim? Cuidado ao usar o seu livre-arbítrio ao mascarar ou faltar com a verdade, conheço pessoas que criam com tal vontade as “verdades” que contam que passam a acreditar nelas! Acreditar em suas fantasias pode ter o lado negativo que é o de não se esforçar para alcançar uma determinada condição, já que  ilusoriamente elas se encontram nessa condição.

Você já pensou sobre isso?

Sabe aquele cara que se acha a “última bolachinha do pacote”? Pois é, ele um dia criou a fantasia que era super, hiper, mega sedutor… Ele acreditou.  E até hoje vive se escondendo da realidade. Até quando isso vai durar? Até ele se ferir profundamente e sentir a necessidade de fazer o caminho inverso.

Sabe aquela pessoa que vive se fazendo de vítima para ver se consegue um “lucrinho” a mais? Pois é, ela também acreditou! Mergulhou em profunda autocomiseração e acredita piamente que é uma pobre vítima desse mundo cruel.  Vai caminhar assim até ter a necessidade de sair de um processo depressivo.

 Mascarar a verdade para, repito ter posse ou poder de algo ou de alguém, pode se tornar um vício e como qualquer outro vício trazer consigo outros transtornos emocionais.

Resumo da ópera: Vamos exercitar o bom uso da verdade?

Como emitir opinião sobre escândalos que estão na mídia tão intensamente nos dias de hoje se não estivermos alinhados com a nossa verdade? Será que já nos demos conta que escândalos são verdades que saíram das cavernas da ignomínia?n

Oh! My God! Exercitando em …3…. 2… 1.

A verdade de cada um

crenças

 

Dia frio e chuvoso e cá estou a “mastigar” o último final de semana.

Sexta, sábado e domingo cheios de informações e vivências. Sai desses dias meio que atordoada, ora me sentindo feliz pelas constatações e descobertas, ora sentindo-me paralisada e pouco atuante na busca pelo meu crescimento.

Paro, penso e reflito: O que, de verdade, busco?
Esse questionamento leva, necessariamente, a uma desconexão total a fim de tomarmos posse da nossa individualidade. E percebam que não pontuo a desconexão como algo direcionado; desconexão do mundo material, desconexão do seu lado profissional ou qualquer coisa parecida, mas a DESCONEXÃO total – o mergulho no vazio de si mesmo.

Não uso aqui o termo “meditação” propositadamente, já que existem tantas técnicas, posições corporais, condicionamentos e conceitos ao redor da meditação que acabariam por sabotar a proposta de desconexão que apresento. Nessa desconexão não cabe nenhuma espécie de julgamento, é só uma busca interior de respostas individuais.

Buscar um sentido nobre e significativo para a vida é bom, saudável e necessário, acrescento ainda que deve ter uma certa regra ou senso ético talvez. A busca  quando passa a ser fonte de conflito entre nós e o meio em que vivemos, quando causa dor ou enfrentamentos deve ser revista, redirecionada.

É comum incorrermos em equívocos sutis quando nos propomos a viver conscientemente, focamos algumas técnicas espiritualistas como verdades imutáveis e com as frustrações decorrentes jogamos por terra o aprendizado e começamos novamente a buscar. Frustrados temos a propensão a mudar radicalmente de rumo podendo nos transformar em descrentes dessas “bobagens ilusórias”; se muito materialistas não estaremos livres das frustrações, outra vez nos rondando, tirando de nós certezas absolutas quando nos deparamos com experiências tão concretas quanto inexplicáveis a nos informar que viver é algo mágico e além da nossa compreensão.

Creio que a sabedoria consiste em não nos submetermos aos dogmas declarados ou subliminares.

” Somos todos um” é uma verdade comprovada , mas uma verdade mais importante ainda é que o “todos um” é constituído do “um a um”. Somos os que plasmamos, criamos, vibramos; é uma realidade que, consequentemente, leva a outra: a sua dor, o seu sentir, a sua necessidade é REAL e transmutar isso em paz, tranquilidade, fé e bem-estar não é tarefa fácil e nem mesmo oportuna em determinados momentos.

Com a “enxurrada” de informações, muitas vezes superficiais e inconsistentes que atualmente estamos sujeitos e imersos percebemos uma tendência a simplificar os processos evolutivos que a vida nos proporciona. Técnicas simples aprendidas em cursos rápidos podem ser interpretadas como “mágicas” para alcançar a paz, quando na verdade elas são pequenos degraus a nos impulsionar a buscar mais e mais. A simplicidade do aprendizado exige comprometimento em entender profundamente como é o processo – Ensinar um bebê a falar não nos faz acreditar que falar seja só abrir a boca. Existe por trás da fala todo um processo mental e estrutural. Para o bebê é adequado que ele acredite que seja só ter a intenção e abrir a boca. Para o homem adulto espera-se mais!

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