Por Maria Inês Campos

Arquivo para março, 2012

Nada é impossível!!!!

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Impossível. Será????

” Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez”


Li essa frase quando estava pesquisando sobre metas, na verdade alguém já tinha sugerido que ela daria um bom tema para postagem.
Olho pra ela e penso:
-” Pipoca! Ela é tão clara, que não tem erro. É óbvio!”
Pois é, não é tão óbvio assim. É certeza que qualquer pessoa que a lesse pensaria que é fácil, que a força do pensamento, lei do segredo, querer é poder… e tantas outras coisas que dizemos como grande sabedoria, mas não passam de decorebas inconsistentes.

Frases feitas. Ótimos ensinamentos desde que vivenciado!
Então vamos lá, partamos para colocar Tico e Teco em ação. Traduzindo: vamos pensar sobre o que é impossível?
Impossível é tudo aquilo que não acreditamos.

Exemplos:
1- Ninguém acreditou que a Terra fosse redonda quando Galileu Galilei afirmou.
2- Julio Verne foi tido como um homem que sonhava e escrevia sobre coisas absurdas, hoje é tido como um visionário.

Somos criados com  a crença que podemos ter o futuro sob nosso controle. O que em parte é verdadeiro já que toda ação desencadeia uma reação, só que limitamos o futuro diante da nossa capacidade de entendimento momentânea, ou seja, só projetamos aquilo que vislumbramos e deixamos de sonhar e imaginar o que estiver fora da nossa capacidade de compreensão atual. Isso gera um círculo vicioso: ajo de acordo com o que acredito ser possível – limito meu pensamento para prever a reação da minha atitude –  a reação fica limitada à minha ação.

E o IMPOSSÍVEL, onde fica????

Criamos constantemente barreiras poderosas que impedem o total aproveitamento de nossas capacidades.

Desde crianças desenvolvemos certos hábitos que tem a função de nos proteger emocionalmente. Sabe aquela mania de deixar o melhor para o fim? Comer um doce bem devagarinho para acabar depois do seu irmão comer o dele? Guardar o ovo de Páscoa dentro do guarda roupa  e ir pegando de pedacinhos para prolongar  o prazer de comer chocolate? Deixar a melhor roupa para aquela festa, ou ocasião especial?

Todas essas situações já foram vividas por nós  com variantes pequenas e são situações de aprendizagem necessária, fazem parte do processo de auto disciplina. A questão é que uma vez assimilada a lição nos não descartamos o instrumento de aprendizagem e continuamos a repetir procedimentos insanamente. Tudo tem a sua hora e o seu tempo. Quando adultos é desnecessário guardar o melhor pro final, privar-se de usar determinada roupa deixando para uma ocasião especial, guardar sistematicamente objetos com o intuito de não desgastar. Chegar primeiro que o outro ou ter mais  que o outro.

Todos esses condicionamentos são tão desnecessários e ocasionam tanto desconforto  que uma reflexão sobre esses valores é muito oportuna.

Vamos brincar de ter/ser o IMPOSSÍVEL?

Ah, vamos sim, só um pouquinho… Eu que mando tá??

1- Liberte-se de suas travas emocionais. É de brincadeira, ninguém vai saber, só eu e você.

2-Pense numa coisa bem maluca, alguma coisa que você quer ser ou ter, pode ser as duas coisas juntas rsrsrs.. tamo só brincando.

3- Pergunte o que lhe impede de conseguir e vai repetindo a cada resposta a pergunta: “Por que?”.

Faça como se fosse um maluco e insista nos “porques” até conseguir rir muito da sua resposta.

4- Finja que conseguiu e sinta toda a emoção de ter conseguido!!!

Ganha quem conseguir ser mais feliz.

Agora falando sério, o que nos impede de sonhar?

a)A coragem que foge quando se trata de viver uma emoção.

b)A dúvida que teima em ser nossa companheira.

c)A ausência do exercício de tomar decisão quando essa decisão tromba com valores pré estabelecidos.

d) Todas essas alternativas.

Pense bem sobre um segredo que vou lhe contar:

” O impossível está ao nosso alcance em três passos. O sonho é o primeiro passo para alcançar o impossível, acreditar é o segundo e buscar é o terceiro.”

Esqueça essa estória de guardar o melhor para uma ocasião especial, o momento especial é agora, já. Diga tudo o que for preciso para tornar o dia do seu próximo melhor hoje, viva o melhor que puder hoje, seja feliz hoje.

Hoje é o grande dia!

O IMPREVISÍVEL – esse grande aliado.

Em meu trabalho de coaching tenho que ser rápida durante a “escuta” do que o coachee fala verbalmente e do que o coachee fala usando a linguagem corporal. Em outras palavras: o sujeito diante de uma terapia qualquer tenta de todas as maneiras conduzir  a observação do terapeuta. Isso é muito claro e na maior parte das vezes um processo consciente por parte do cliente, raríssimas vezes ocorre dentro de um processo do subconsciente.

O coach tem como instrumento de trabalho inúmeros recursos técnicos para aplicar e muitos deles são questionamentos propostos através de perguntas aparentemente singelas; é nesse momento que a rapidez de raciocínio e o domínio de conhecimentos específicos fazem toda a diferença.

Um dos perfis mais difíceis de  aplicar e desenvolver o coaching é o de indivíduo que apresenta, ou se apresenta, como “equilibrado” ou “sensato”.

Comumente atrás de alguém que raramente explode, ou dificilmente “fura” as regras esconde-se uma pessoa que está acuada, mesmo que sutilmente acuada.

E quando estamos acuados estamos em desequilíbrio, é  próprio do ser humano  correr entre a linha da EMOÇÃO e da RAZÃO, e nesse um e outro é que consiste o equilíbrio.

Somos seres que carregam em sua essência uma boa carga de instinto (decorrente da nossa descendência animal) e outra de raciocínio (somos animais que pensam e detemos o livre-arbítrio), diante disso e considerando ainda a nossa evolução é HUMANAMENTE impossível apresentarmos um comportamento equilibrado em boa parte de nossas vivências sejam elas pessoais ou profissionais.

Diante desse perfil, que chamaremos aqui de “equilibrado”numa tentativa de tornar o texto mais abrangente e digerível, podemos caminhar na hipótese do indivíduo acuado, e qualquer pessoa acuada recorre a apenas duas opções : A FUGA ou A AGRESSÃO.  Nessa polarização encontramos uma barreira bastante resistente para qualquer abordagem terapêutica, o pseudo equilibrado não está pré-disposto a se deixar ver, a rever fatos ou conceitos, porque ele está simulando um domínio situacional que mascara uma fragilidade ou deficiência que  pensa ter.

Resumo da ópera: o ser pseudo-equilibrado quase sempre é portador do complexo de inferioridade.

A decorrência natural é o seguinte processo mental :

– tenho uma deficiência –  preciso me defender – para minha defesa é preciso controlar o meu entorno – tudo tem que ser previsto – o IMPREVISÍVEL é ameaçador.

Alfred Adler, austríaco, um dos grandes nomes da psicanálise, médico, psiquiatra e psicólogo renomado, disse que: “subentendemos que, atrás das atitudes daqueles que se apresentam perante os outros com uma postura de superioridade, é possível a existência de um sentimento de inferioridade”.

Trocando em miúdos o sujeito que vê com muita frequência o que está inadequado, ou deficiente ou mesmo errado no outro partindo quase exclusivamente do seu ponto de vista, está na verdade, procurando justificativas para o seu desconforto pessoal.

Na teoria de Adler , o “estilo de vida” forma-se na primeira infância e quase não se altera depois.
Aqui podemos pensar na possibilidade de , na infância, alguém ter nos sinalizado que a felicidade depende exclusivamente do nosso acerto, o que é um peso absurdo, além de reforçar a idéia de que somos donos de “verdades”. Com o decorrer do tempo vamos trombando com desafios e situações que fogem ao nosso controle, que independem da nossa vontade e aí assustados deduzimos erroneamente que alguém deve responder por isso, e é claro que é o outro!

Instala-se, assim o conflito entre atribuir a culpa à alguém ou a si mesmo pela situação imprevista.

Meu caro leitor você tem dúvidas para que lado pendemos???

Esquecemo-nos da possibilidade mais real e mais contundente – não somos donos da verdade, todos nós fazemos o melhor sempre, todo imprevisto é detalhadamente previsto pelas leis universais. Ser flexível é ser sábio!
Ignoramos, a essência sagrada que habita em nós e lutamos contra uma suposta má sorte, que nos fataliza a desgastar enorme quantidade de energia, por não reconhecermos as leis naturais que regulam tudo e todos.

Dentro das leis naturais temos a garantia que TUDO é AÇÃO E REAÇÃO, portanto, o imprevisto é apenas um canal de comunicação que o UNIVERSO tem para nos redirecionar, nos colocar no rumo certo, sempre que por inadequação de nosso livre-arbítrio fugirmos do roteiro que nos levará à plenitude.

É de Voltaire a afirmação – “O acaso não é, não pode ser, senão a causa ignorada de um efeito desconhecido”.

Aceitar que somos músicos de uma afinada orquestra significa tomar a  providência primeira e essencial para  nos curar do sentimento de baixa estima ou inferioridade e  tentar compreender o modo como foram adquiridos e as crenças que os motivaram. Diante do imprevisível só cabe uma atitude – A FLEXIBILIDADE.

Sempre é possível alterar ou transformar nosso “estilo de vida”, desde que essas mudanças partam de dentro e nunca de fora de nós.
Para obtermos autoconfiança, somente é preciso reinvindicarmos, valorosamente, o que já existe em nós por direito divino, podemos e devemos  nos conhecer, buscar a essência de nossas emoções, buscar o REAL EQUILÍBRIO entre  a razão e a emoção usando de flexibilidade, de ousadia, de sonho, de acreditar em si mesmo e no outro da mesma maneira que o Universo acredita em nós há milhões de anos, sempre insistindo sem nunca perder a esperança de que alcançaremos a perfeição.

E viva o IMPREVISÍVEL !!!!! Viva a oportunidade de nos exercitar na nossa capacidade de sermos flexíveis!!!!!

COMUNICAÇÃO NO CENÁRIO EMPRESARIAL.

Estamos passando por mudanças conceituais, o patrão de ontem passou a ser o líder de hoje. Essa questão, patrão versus líder, extrapola as questões de nomenclatura, traz em seu bojo conceitos muito diferentes.  Eu iria um pouco mais longe e colocaria a questão como quase um modismo, já que poucas pessoas tem uma completa ideia dos significados dessas palavras dentro do contexto empresarial.

Essa confusão faz parte de uma evolução, onde valores, ética e produtividade são checados, não é mais uma simples questão comercial, hoje toda e qualquer empresa tem que necessariamente ter uma visão abrangente de todos os segmentos que a compõem e o foco passa a ser o bem estar no ambiente de trabalho.

Administrar conflitos, motivar, além de gerenciar e projetar passa a ser função do GESTOR. Voltamos aqui ao novo jargão conceitual: gestor é mais do que administrar, vai além do gerenciar, desenvolver uma gestão de sucesso é tarefa para LÍDERES. A formação acadêmica para impulsionar uma empresa, por menor que seja; não é suficiente.

 O LÍDER necessita de muito mais; necessita de habilidades e competências para perceber cada um de seus liderados como um universo único, com necessidades, talentos e dificuldades peculiares. Não basta mais só contratar, demitir e ordenar cabe ao líder encontrar o recurso específico que leva o seu liderado ao máximo de sua produtividade.

 Em um mundo globalizado, coberto por uma teia de informações de fácil acesso e rápida repercussão é bastante curiosa essa visão de LIDERANÇA, compor uma EQUIPE e fazer com que ela produza o máximo com excelência de qualidade passa, e não tem outro jeito, pela aplicação de estratégias e dinâmicas emocionais.

O primeiro ato de um Gestor deve ser o levantamento de informações  psico sociais sobre sua equipe, e sendo assim, equipe é formada por pessoas e CADA INDIVÍDUO é único, portanto, o gestor deve estender seu olhar para além das fronteiras de sua empresa. Digo isso por razões óbvias, porque por mais que tenha quem viva diferente é prudente lembrar que existe vida pulsando fora da empresa. 

A dicotomia entre o modo de gerenciar empresas familiares ou empresas de pequeno porte e a visão da gestão através de liderança, por vezes nos coloca em meio a uma montanha de informações, nos levando a agir hora de um modo, hora de outro.  Nesse caminho tortuoso é comum “perder a mão” e desequilibrar as estruturas de comando e produção.

Para sermos LÍDERES é preciso seguir algumas regrinhas básicas:

      Ter e cobrar DISCIPLINA.

Cobrar disciplina não é o mesmo que punir por falta dela e muito menos falar e falar com o olhar dizendo: – “eu não aguento mais, você é um indisciplinado e por mais que eu fale você não muda”.

 Cobrar não é desfiar um rosário para dizer o quanto você gestor está desiludido.

 Só para começar: – um GESTOR NUNCA pode estar desiludido, nem cansado e nem desanimado, um gestor é fonte de determinação e coragem.

Sei que você está lendo esse artigo com um sorriso amarelo no canto da boca bem nesse parágrafo, eu aqui desse lado rio muito mais que você, acredite!

 Sei que não existe ninguém nesse mundo de Deus que seja permanentemente motivador, feliz e entusiasta.  Lógico, somos humanos, mas sei também que o autoconhecimento profundo e corajoso nos faz donos de NÓS MESMOS e nos delega poder para assimilar nossas dificuldades e dores sem passar para o outro quando a situação seja inadequada.  Nem é preciso assumir uma máscara inexpressiva, para usar no ambiente de trabalho, estamos falando aqui de autodomínio, de chamar para nós a responsabilidade de conquistar o outro para sonhar o nosso sonho ou no mínimo sonhar junto.

Traçamos um objetivo profissionalmente e para atingi-lo elaboramos metas, certo?  Precisamos semear convicção, certezas e garra para que os indivíduos que estão à nossa volta possam ser contagiados e assim formaremos uma EQUIPE para caminhar pelo mesmo caminho ao encontro de um único objetivo. No caminho, que é longo e cheio de surpresas, vamos vencendo metas, estabelecendo e vencendo uma a uma de maneira segura e firme.

DISCIPLINA – palavrinha antiga e fora do contexto empresarial. Arrumaram meia dúzia de outras para substituí-la, comprometimento, meta, cooperação, responsabilidade, organização, são filhas de uma única mãe, a dona Disciplina.

Disciplina não é áspera como muitos pensam, é apenas uma senhora generosa que dá aos seus filhos exatamente o que eles merecem.

Em algumas empresas em nome de uma gestão atualizada, aplicamos vários recursos, motivacionais, operacionais e outros tantos capacitadores, e deixamos de embasá-los na segurança da disciplina, e em razão disso equacionamos o poder de comando diluindo-o em segmentos dentro da própria organização.

 Isso é bom ou é mal?

 Nem uma coisa, nem outra, devem ser dosadas gota a gota, sob a batuta firme de uma liderança.

O líder é uma pessoa igual aos outros?

 NÃO !!!! Claro que não!

 O líder tem que ter um diferencial, ele nem deve ser visto pelos seus liderados como uma pessoa comum, ele representa o líder que temos guardado em nosso subconsciente.

 Qual o primeiro líder que aceitamos? Na maior parte da população é o pai, salvo raríssimas exceções, é ele que representa o super-herói da nossa infância.

Imagine seu pai, se ele se posicionasse como igual a você, para onde iria a sua segurança?

Com o tempo você foi crescendo e percebendo que aquele homem, seu pai, de verdade verdadeira, não é tão super assim e aí vamos transferindo essa liderança para um professor ou outra pessoa que passe pelos caminhos de nossa imaginação, só é certo que NUNCA ficamos sem um líder, você já parou para pensar nisso?

Liderança é um processo construído essencialmente pela comunicação. 

Para solidificar uma liderança não caia no conto de ser igual aos outros, seja o SUPER-HERÓI, nem que seja para tremer quando estiver só, mas lembre-se que precisamos de um super-herói para nos sentir seguros, protegidos e imunes a qualquer ameaça externa. Comunique-se sempre como um líder, mantenha a postura, olhe com ar de determinação para os seus comandados, da sua comunicação depende o sucesso da sua EQUIPE. 

E POR FALAR EM FALAR….

COMUNICAÇÃO: DISPERSA OU AGRUPA?

              De uma maneira bastante rasa, quando pensamos em comunicação pensamos em alguém falando e outro escutando, não é assim??
Falar é a primeira maneira que compreendemos como instrumento de passar conhecimento ao outro, podemos considerar aqui que a palavra escrita é de alguma maneira a fala, uma fala codificada, mas uma fala.

De uma maneira geral admitimos no nosso cotidiano o que é dito ou escrito como a ideia que o autor da palavra passa. Ai, ai, ai……

É exatamente aí que perdemos uma parcela muito importante da comunicação. A palavra falada ou escrita é apenas parte da comunicação, a outra parte consiste em observarmos outros elementos tão importantes quanto o código verbal.
Quem nunca brincou de telefone sem fio?

Quem já brincou sabe da importância de ser observador do contexto que envolve uma comunicação.
Parece coisa fácil de fazer, quase automático!

Pois é..  Isso é o que a maioria de pessoas fazem e meio que por intuição agregam observações que irão facilitam a COMPREENSÃO da comunicação.

Pipocam por todo lado conceitos de comunicação, comunicadores, globalização da informação e por aí afora, é tanta informação que deixamos de observar a base de tudo isso: – A CONVERSA ENTRE DUAS PESSOAS.

O ouvir e falar cotidiano passa por nós sem a devida atenção. Falamos menos, escrevemos menos ouvimos menos, sintetizamos muito nossos sentimentos , nosso pensar em nome de uma pressa insana. Soltamos frases genéricas no face, os emails  quase sempre são resumos resumidos do que pensamos ou do que queremos.

Será que a nossa emoção andou tão rápido em sua expressão quanto esses recursos de comunicação? Será que se falássemos mais, se ouvíssemos mais, a depressão e a ansiedade, ou até mesmo os conflitos não seriam em menor escala?

Vou propor a você uma experiência bem simples , mas com resultado muito interessante. Quer tentar?

Estabeleça para você mesmo uma semana para aplicar algumas técnicas em suas conversações:

1- Quando for falar expresse-se com riqueza, largue a economia para as questões financeiras.

2-Antes de abrir a boca e colocar todo o seu aparelho fonoaudiólogo para funcionar pense sobre o que quer comunicar e proponha para o seu cérebro uma meta, ou seja, determine qual a mensagem que quer passar e porque quer passar.

3-Lembre-se que se você fala, necessariamente tem que ter alguém que escute (pelo menos um, né?) e se esse alguém tem ouvidos é quase certo que ele tem boca, portanto é muito provável que ele também fale.

4-Durante a sua fala de pausas para ouvir os som que o seu interlocutor solta, pode ser um importante para você alcançar a meta estabelecida. Caso você não entenda bem o que o outro diz, dispare  um arsenal de perguntas até que tudo fique claro e explicado.

5- É de suma importância que você perceba que a boca não tem vida própria, ela só existe dentro do conceito de um corpo, que pode ser humano ou animal(tá certo que às vezes o modo de algo se comunicar nos deixe confusos quanto a origem, se é animal ou humano, mas deixemos esse assunto para outra hora), portanto, quando falamos usamos outros recursos tais como: respiração, braços, olhos, modulações sonoras e até mesmo movimentos mais amplos que impliquem em mover o tronco.

Aplique esses conhecimentos com constância e disciplina por uma semana e como resultado você vai descobrir um mundo novo, brilhante , prazeroso e que estava envolto por uma névoa de pressa e rapidez opaca e sem graça. Comunicar-se significa agregar ao outro e a você mesmo conhecimento, emoção, é estabelecer vínculos, esclarecer conceitos , é enfim viver em sociedade. Converse mais, ouça mais ……

Onde está a felicidade.

Onde está a felicidade?
Ao escrever esse artigo pensei em fazer uma pergunta a mim mesma partindo do pressuposto que em geral as pessoas procuram por coaching para descobrirem ou mesmo aprenderem como fazer para serem mais FELIZES. Penso sobre isso sempre que um coachee me procura. Pergunto o que ele realmente busca, até aonde seu gesto, seu olhar e sua fala estão em sintonia, dizendo a mesma coisa e sabe qual a conclusão a que chego? Quase nunca. Curioso como nós conseguimos escapar de nós mesmos, e como encontrar a felicidade nessa trajetória de fuga?
Que ser Coach é a arte de ouvir e sentir o outro é óbvio, e condição primeira para o exercício desse trabalho, mas é preciso ir mais além, é extremamente necessário perceber para onde, qual o caminho que percorreremos junto com o coachee e como faremos isso. Precisamos estruturar uma seqüência de recursos que levem o cliente para o encontro de si mesmo e só a partir dessa meta estruturar outras.
Lembrando de boa aula, uma das melhores na minha busca pessoal, a chave era:
INTENÇÃO – ATENÇÃO – FLEXIBILIDADE – AÇÃO.
Intenção, em uma visão de coach, é saber a que veio o meu cliente. Qual a motivação que a fez procurar por coaching?
Atenção é usar de minhas vivências e conhecimentos para vislumbrar o que o meu cliente realmente quer. O que essa pessoa que está diante de mim precisa esclarecer para si mesma?
Flexibilidade, eis o instrumento mais importante e também o mais difícil de ser usado, ele significa o manancial de recursos que terei a disposição para caminhar com o cliente, é a flexibilidade que fará com que possamos mergulhar na neurociência promovendo uma sustentável programação cerebral para que os objetivos sejam alcançados. Um recurso muito importante é o conhecimento, embasado, estudado, pesquisado, no tema proposto – FELICIDADE – algumas considerações conceituais tem o poder de arrumar a nossa casa mental como um passe de mágica.
Felicidade pode ser algo a ser conquistado com infinitas variações de indivíduo para indivíduo, o velho chavão “o que é bom pra mim, não é para você” tem uma boa dose de verdade.
Na aplicação do coaching como instrumento de conquista do status de ser feliz é preciso ter consciência conceitual de felicidade. Conceitos não são variáveis, são norteadores, e vão estruturar o nosso trabalho. Nesse campo dos recursos enfatizo o uso apropriado de saberes. Engana-se aquele que define o Coach como um simples aplicador de recursos e frases de efeito, o recurso para o alcance das metas está sem dúvida, no cliente e o recurso para que o cliente acesse o que tem, está no Coach.
Em se tratando de felicidade encontramos duas posturas conceituais que auxiliam a flexibilidade como instrumento de superação de obstáculos:
Aristóteles não defendia viver apenas em busca de emoções positivas e prazeres. Para o filósofo grego, ser feliz era praticar a virtude. Sentir-nos pessoas boas e engajadas socialmente traz realização pessoal e sedimenta a sensação de felicidade.
Thomas Jefferson que incluiu a felicidade na declaração de independência americana, em 1776, definia felicidade como algo que envolvia conter desejos para obter objetivos de longo prazo.
Conclusão: Um Coach tem que saber exatamente o que está fazendo e para onde está indo.
E por fim chegaremos à ação, a materialidade do que for desenhado mentalmente nas sessões. A efetivação das metas. A conquista da felicidade!
Como pedagoga, tenho uma visão didática para argumentar e utilizo metáfora e casos reais que evidenciem fatos comprovadores.
Vamos para um o relato de uma cliente que me procurou onde perceberemos, de forma prática, a aplicação do coaching de vida utilizando uma gama bem variada de leituras em todos os níveis neurológicos.
Chamaremos de Sílvia essa cliente, por razões óbvias não daremos o nome verdadeiro.
Sílvia apareceu em meu consultório procurando por qualquer coisa que a fizesse acreditar. Ótimo! Pensei; se ela já vem disposta a acreditar já tenho um excelente canal de atuação. Disparo a pergunta: Acreditar em que? E a resposta vem como balde de água gelada – Sei lá. Em qualquer coisa.
Era fácil demais para ser verdade, minha experiência me diz que alguém que quer acreditar em qualquer coisa está literalmente dizendo que NÃO ACREDITA em mais nada!
Bom, sendo assim, vamos para a AVALIAÇÃO, primeiro passo para o trabalho de coaching. Deixo que Sílvia fale, interfiro espaçadamente com perguntas tipo: por que, quando e como assim. Tenho um breve histórico, através de seu relato, sobre o seu momento atual.
Obtenho o seguinte quadro: Sílvia é mãe de dois filhos, 10 e quatro anos respectivamente, separada, o ex-marido é alcoólatra, ela vive de empregos temporários e tem um romance com um homem casado que quase nunca está por perto, como é de se esperar nessas situações. Encontra-se deprimida e com a sensação, aos 29 anos, de que nada mais pode dar certo em sua vida. Osso duro de roer penso com os meus botões… Fico em dúvida por um momento sobre qual instrumento aplicar e decido-me pela linha do tempo, pois preciso localizar onde, como e porque está a razão de sua baixa estima. Sei por estudo que alguém que se coloca em situações desse tipo, em geral, é pessoa que não se acha merecedora de situações melhores.
Durante a primeira sessão senti um bloqueio em voltar ao passado mesmo que fosse para situações positivas. Sílvia alegava que não se lembrava de nenhum fato bom. Curioso. Todo mundo tem coisas boas de lembrar. Usei outro recurso, coloquei Sílvia como espectadora de sua própria vida e propus depois do relato da infância da menina Sílvia, que ela conversasse com essa criança e dissesse o quanto seus registros vivenciais estavam equivocados. Sílvia se emociona, chora, desmente para a criança conceitos que foram ditos de maneira insana a ela. Diz que ela não é lerda, nem preguiçosa, conversa com essa menina destruindo bloqueios impostos, a conversa não flui como um passe de mágica. Sai aos solavancos. Como um trator que passa sobre estrada pedregosa.
Fim da primeira sessão. Saldo positivo, minha cliente percebe que É CAPAZ! Ufa! E salve o conhecimento! Vamos em busca da FELICIDADE!
Segunda sessão e a proposta de instrumentalização, a Roda da Vida. Propositadamente, já que sei que nenhum dos itens que consta desse recurso encontrará reservas para suprir necessidades, e aí está o grande mérito da sessão como veremos a seguir. Como já era o esperado Sílvia avalia todos os itens, carreira, finanças, relacionamentos, desenvolvimento pessoal, espiritualidade, ambiente, lazer e saúde e boa forma com grau de satisfação bem baixo. Convido-a para sentar-se no meu “tapete mágico” (de verdade uma esteira de praia que estendo no chão e assim obtenho uma postura mais fluídica do cliente, tanto na fala como no gestual. Não deve ser usada aleatoriamente, considero a possibilidade física do cliente, lógico. Só um detalhe: moro no interior do estado de São Paulo)
Converso com Sílvia calmamente, mantenho um sorriso de aprovação durante sua fala, sei que ela precisa disso agora, sonhamos juntas, construindo, nos diversos níveis neurológicos o Estado Desejado. Pronto. Tarefa executada. Volto sutilmente na Roda da Vida, primeiro verbalmente sem que a cliente perceba, abordo todos os itens desse instrumento, reavaliando. Depois abro o papel onde o desenho da Roda está preenchido com a letra da cliente e pergunto se está bom assim para ela.
Respiro aliviada, Sílvia diz que NÃO! Fico feliz, vibro tanto quanto a cliente, e decidimos reconsiderar os graus de satisfação, não alteraremos o documento já feito, reescreveremos um outro, com mais coerência com a Sílvia que começa a desabrochar diante de meus olhos. Finalizo essa sessão e deixo tarefa. Oriento minha coachee a exercer o NÃO sempre que tiver vontade. Vou mais longe, digo a ela que brinque de dizer – Agora não, mais tarde. – só pelo prazer de dizer, como se fosse testar a sua capacidade de decidir, quebrando assim bloqueios construídos através da crença de que não era capaz o suficiente e, portanto, deveria sempre aceitar o que lhe era imposto.
Não aceite nada antes de submeter à sua própria avaliação, era essa a lição a ser apreendida por Sílvia nesse momento. A virtude sugerida por Aristóteles estava sendo empregada aqui. Assumir a sua VERDADE pessoal não é uma excelente virtude a ser cultivada? E se quisermos citar Thomas Jefferson, seria menos verdadeiro afirmar que DECIDIR significa abrir mão da zona de conforto para assumir riscos em nome de um objetivo de longo prazo?
Estávamos a caminho da felicidade. A felicidade de ser, com todas aas implicações que isto traz; respeito, consideração, responsabilidade e amor.

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