Por Maria Inês Campos

Arquivo para janeiro, 2012

Imediatismo – perigo para qualquer meta!!!!!

Oi meus queridos leitores,
Hoje chove e faz um friozinho preguiçoso, dia bom pra ler, pensar, sonhar amar e mais uma porção de verbos em terminação ar…..
Acabei de ler um texto que esclarece de maneira bem alicerçada, um “modismo” que muito me incomoda: o imediatismo.

Arre!!!!! Se tem uma coisa que mina qualquer trabalho , qualquer intenção de alcançar uma meta é esse tal de imediatismo.

Existe hoje uma corrente de terapeutas, profissionais de técnicas de motivação e alguns coach que colocam no mercado produtos mirabolantes que prometem sucesso e felicidade rápido e a baixo custo. E quando digo baixo custo, quero dizer custo financeiro e emocional.

Tenho experiência em aplicar recursos que levem ao crescimento pessoal, acredito realmente que somos os artífices de nosso sucesso e bem estar, que recebemos exatamente o produto de nossas ações e , finalmente, que sentimos a vida ao nosso redor de acordo com o foco do nosso olhar. É muito “nosso”??? É muita responsabilidade pela maneira que escolhemos de viver?? Claro que é!!!!!!

O que esquecemos, vez por outra, é que esses “nossos” foram construídos, elaborados, conduzidos ao longo de um TEMPO e sob o COMANDO de uma ORDEM MAIOR.  É muita presunção achar que temos esses fatores à disposição da nossa vontade ainda tão imatura, influenciada por tantos senões. Acredito que temos um trajeto a percorrer com a passagem por esse planeta, agora, se vamos tropeçar muito ou pouco, quantas quedas teremos e quantas vezes desviaremos do nosso trajeto para retomar em seguida empurrados pela vara do sofrimento, aí já é outra estória, outra conversa……

Uma outra coisa que tenho certeza, porque aprendi através da experiência vivida, é que o AMOR INCONDICIONAL atravessa por várias vezes o nosso caminhar, hora como uma ambulância com a sirene ligada e hora escondido em uma carroça capenga, mas que passa muitas vezes, passa! E como passa!!  Você discorda? Ah é ? Então lembre-se de quantas vezes você se deparou com o olhar generoso de sua mãe, ou com a mão segura de um amigo ou ainda com um grande amor vivido ou sentido no seu coração, dando alegria, semeando esperança, preenchendo sua solidão?

E o imediatismo o que tem a ver com isso? Pois é, … TUDO.

Quem pode acreditar que uma vida com tantos fatores intrínsecos pode ser reorganizada em um passe  de mágica, rapidinho, quase sem esforço? Propor-se a ajudar o outro, profissionalmente ou fraternalmente é tarefa de MUITA RESPONSABILIDADE. Preste atenção no que lê, com o que ouve, e com quem se proponha a lhe orientar, quando lhe prometerem resultados imediatos. A vida é preciosa, guarda grandes aprendizados, portanto merece de nós um profundo estudo.

É bom pensar com música, não é?

Lembretes

Conversando com duas amigas ouvi o seguinte comentário:”Gosto muito de alguns autores e ficam algumas frases que me na minha cabeça. Na hora certa elas são lembradas.”
Sobre esse processo mental entre o consciente e o inconsciente existem muitas explicações muito interessantes mas considerando que o fim de semana se aproxima peço permissão para deixar à vocês minha contribuição para esse acervo. Colhi algumas frases bem significativas para mim e quero compartilhar com vocês. O que você acha?

“Muito diferença existe em dizer sei que preciso e sinto que preciso.”

“Não é ocioso apenas o que nada faz, mas também o que poderia empregar melhor o seu tempo.” Sócrates

“Quando morremos, nada pode ser levado conosco, com a exceção das sementes lançadas por nosso trabalho e do nosso conhecimento.” Dalai Lama

“Ancorados pelo receio e pela desconfiança, criamos resistências, obstáculos, e tropeços que nos impedem de avançar. Passamos, então, a não viver novas experiências, não receber novos pensamentos e não fazer novas amizades, estacionando e dificultando nossa caminhada e progresso íntimo.” Hammed

“Tristeza é alma aprisionada.” Gasparetto

“Sentimentos não morrem; podemos enterrá-los, mas mesmo assim continuarão conosco. Se não forem admitidos, não serão compreendidos e, consequentemente, estarão desvirtuando a nossa visão do óbvio e do mundo objetivo.” Hammed.

Então ficamos assim……


barulhinho na cabeça, tempo pra pensar e energia para conduzir. Ficou de bom tamanho para um fim de semana, você não acha???

Solidão ou Solução?

A solidão pode ser encarada como períodos de preparação, tempos de crescimento, convites da vida ao amadurecimento. É na solidão que encontramos a sanidade para o nosso mundo interior.

Em geral sofremos de solidão após um período de intensa dedicação a alguma coisa, um relacionamento, um trabalho, um aprendizado, mesmo que depois de muito esforço alcancemos o sucesso, a plena realização da meta. Sendo mais objetiva quero deixar claro que a solidão nem sempre é fruto de uma dor, mas em sua maioria é decorrência de um cansaço. É como correr, correr e chegar ao final exausto. Nessa hora ganhar ou perder a corrida fica em segundo plano, queremos apenas respirar fundo e descansar, não é assim? 

E se em vez de solidão mudássemos o nome dessa emoção para solução?

Que diferença faz?  TODA!!!!!! O cérebro, cientificamente, entende o que você fala e não ao contrário.

Fomos criados, abençoadamente, com mil estórias de mágicas, encantamentos, o bem sempre vencendo o mal, fadas, duendes, Papai Noel, coelhinho da Páscoa e tantas outras…..

Todas essas estórias são fundamentais para que nos transformemos em pessoas idealistas, esperançosas, enfim um bom ser-humano.

O probleminha é que no processo de amadurecimento somos super protegidos por nossos pais, ou por quem estiver fazendo o papel deles, transformamos nosso aprendizado de viver em lamentação de sofrer. Misturamos informações, confundimos as estórias infantis e colocamos a realidade para debaixo do tapete, em um processo de responsabilizar, ou tentar responsabilizar alguém pela nossa” preguicinha” de viver. As estórias infantis são parábolas que devem ser adequadas durante o nosso amadurecimento para a realidade

. A estória da Cinderela é belíssima coo conto de fada tanto como parábola auxiliar para a compreensão da mágica tarefa de viver. Assim a fada madrinha nada mais é do que a nossa capacidade de refletir, o nosso inconsciente; a abóbora que se transforma em carruagem são os obstáculos que  se transformam em condutores eficazes para um novo olhar; o sapatinho de cristal simboliza a delicadeza e a beleza da VERDADE; o príncipe encantado está dentro de você, é a sua essência que não aceita nada mais e nada menos que a sua VERDADE. 

É muito cômodo bater o pezinho e esperar que a fada madrinha venha ao nosso encontro com a solução para nosso problema, hoje em dia nos damos ao luxo de sofrer sem saber por que, como se fosse obrigação de alguém saber e resolver o porquê da nossa dor.

A solidão não existe, porque apesar de sermos seres sociais, somos em nossa essência ímpares. Um par implica necessariamente em ter dois iguais, o que decididamente não é o nosso caso. Através dessas considerações fundamentamos a troca da expressão de solidadão para solução, ficou claro? Não?! É simples – se solidão não existe porque não somos pares, o sentimento de cansaço, de final de corrida passa a ser solução (solução comprovadamente existe!!!!!) 

Quando você sentir aquela dorzinha, aquele vazio agudo diga para o seu cérebro:

– Oba! Chegou o momento de eu respirar fundo e avaliar se ganhei ou perdi a corrida. Chegou o momento de achar a SOLUÇÃO!!!! Se perdi devo me preparar melhor para a próxima, se ganhei devo comemorar e me preparar para superar esse limite.

De qualquer forma não vamos parar, só vamos ter um tempo para traçar as próximas metas para a nossa vida. Só nós podemos decidir o que queremos.

Viu como é bobagem essa estória de querer alguém para preencher um espaço na nossa vida?

Somos plenos, um pouco atrapalhados, mas plenos!!!

Nunca teremos um par porque somos ímpares, mas certamente teremos um companheiro de jornada. Um não, podemos ter vários! Em cada pedaço do percurso, poderemos nos encontrar com uma ou várias pessoas que estarão correndo no mesmo sentido, não é?

Esse tempo de respirar depois de uma dedicação intensa desenvolve em todo indivíduo uma perspectiva inovadora, abertura de novas oportunidades, de maior dinamismo, de buscas por novos interesses pessoais e profissionais. não fuja da sua “solidão” ela é um momento único de crescimento.

Pare, respire, emocione-se, avalie e retome certo de que você tem todos os recursos necessários dentro de si mesmo para ser feliz.

Solidão é solução!

Vamos? Vamos. Pra onde mesmo???

Estamos vivendo uma fase de valorização da motivação, das metas, da visão, da missão e de tantos outros termos de ordem ( e de modismos).

Existem pessoas que se propõem a serem nossos orientadores ou capacitadores para que possamos alcançar a felicidade através do sucesso.
Liderança, gestão, foco competência, habilidade são palavras que antes eram restritas ao ambiente de trabalho e agora passam a serem usadas na vida cotidiana do indivíduo. Elas trazem uma série de implicações, que fora de um contexto harmônico, onde o conhecimento neurológico, psicológico e filosófico se unem para dar embasamento, ficam sem sentido fazendo parte de uma retórica boba e desconexa.

Sai do nada e não vai a lugar nenhum.

Tenho percebido, através de minha atuação como coach, que há uma descontinuidade na aplicação das técnicas que envolvem foco,  estratégia e motivação (aqui propositadamente não aplico  o termo coaching por razões que tratarei em outra postagem).

As pessoas estão habituando-se a sintetizarem o conhecimento: usam frases de efeito, pinçadas, e outras tantas pessoas repetem a frase como se fosse verdade indestrutível ou até mesmo algo parecido como a descoberta da pólvora.

O conhecimento passado de indivíduo para indivíduo está perdendo braços importantes como: – reflexão, aprendizagem e pesquisa. Tudo fica meio parecido com café solúvel. Pessoalmente gosto da praticidade, mas ainda acho delicioso e incomparável o café de coador. O perfume exalando, a espera por acabar de coar, enfim toda a poesia circunstancial que envolve o processo de “passar um café”.

Vamos deixar o café de lado e foquemos na questão do conhecimento aplicado.

Em se tratando de foco, estratégia e motivação, os discursos, em sua maioria, são pontuais, restritos e muitas vezes sem amarrações importantes para que passe a ser ensinamento.

Apreender consiste, basicamente, em tomar conhecimento, refletir incorporando o conhecimento e elaborar uma mudança de atitude. Conhecimento que não provoca uma mudança de atitude é só conhecimento. Quando ocorre uma mudança de atitude passa a ser aprendizado.

Agora eu lhe pergunto, caro leitor, do que serve o conhecimento sem aprendizagem????

A minha proposta para hoje é motivar você a mastigar, mastigar e mastigar o conhecimento que lhe cair nas mãos e verificar onde, quando e como você vai aplica-lo na sua vida, na sua ação, no seu novo jeito de ver alguma coisa.

É fácil???

Não, não é.

Se fosse eu não estaria aqui convidando e instigando, não é vero??

Ansiedade, Teimosia e CIA – Parte2

Uma das maneiras que nos habituamos a ver a vida é tomando para nós a responsabilidade de sermos co-criadores do nosso futuro, o que é bastante sensato e saudável. Essa postura é totalmente adequada quando guardada as devidas proporções, mas, e sempre tem um mas, em geral vivemos não como co-criadores e sim como criador, não só do nosso  destino, como ciadores  do destino das outra pessoas também.

Dessa maneira nos engalfinhamos em uma rede de responsabilidades que cresce a cada ação, nos trazendo uma sobrecarga insuportável, e aí com a maior “cara-de-pau” pedimos socorro ao CRIADOR, UNIVERSO, JEOVÁ ou qualquer outro nome que se queira dar à uma FORÇA MAIOR , real responsável por nossas vidas. Há até quem recorra, mais humildemente aos seus santos de devoção, ou anjos para que intercedam diante do Pai por nós. Não quero com isso desmerecer ou desqualificar noções de religiosidade, nem tão pouco desvalorizar a oração, quando feita com sentimento de fé (eu sou devotíssima de NS das Graças), só estou colocando de uma maneira lúdica a incoerência do ser humano que em sua maioria sofre muito mais por reação de suas ações do que por imposição do destino.

A ansiedade talvez possa ser vista por falta de fé. A ausência da crença que somos parte pequena, quase ínfima do universo, nos leva a acreditar que  temos um suposto poder de determinar o que seja certo ou errado.

Vamos para a parte prática dessa teoria:

Pense comigo –  Quando estamos ansiosos é porque queremos “saber” o que vai acontecer, se a nossa ação ou intenção vai alcançar determinado objetivo, certo?  Já posso adiantar que algumas pessoas lendo esse post poderá argumentar que são ansiosas sem uma causa que justifique essa emoção. Ledo engano.  Quem sofre de ansiedade tem sempre uma questão que bate dentro dele dizendo: – Será? Será? Será que vou conseguir? Será que vai dar certo? Será que vai acontecer?

Será, para ser respondido tem que ser avaliado o seu grau de certo ou de errado, e quem pode dizer com segurança o que é certo ou errado? Pois é!!! Vamos logo dando nossos pitacos em toda e qualquer situação,” eu acho que isso ou eu acho aquilo” já é quase automático na nossa fala.

Conciliar o “achismo” com nossas truncadas percepções de certo e errado GERA COM CERTEZA a ANSIEDADE.

Poderíamos, considerando essas colocações, enumerar algumas perguntas a serem feitas diante de um espelho para quando estivermos ansiosos:

1- O que EU posso fazer para solucionar o que me deixa ansioso?

2- Se o que depende do outro é impossível que eu faça, ou resolva, é lúcido que eu me preocupe  e me desgaste com isso?

3- Se o Universo existe há muito tempo, a raça humana chegou até aqui independente da minha “força” e tudo acontece na mais perfeita ordem na Natureza, não seria mais  coerente eu deixar que tudo ocorra seguindo essa ordem?

4- A ansiedade que eu alimento serve para alguma coisa positiva?

5- A paz e a serenidade pode me ajudar? Se eu fizer uma prece e pedir para que a tranquilidade se derrame sobre mim e “seja feita a vontade do Pai” vai me fazer bem?

Caso essa última questão a resposta seja afirmativa vá tomar essa providência, e lembre-se de pedir a paz e deixar que a maneira como ela deve chegar até você seja definida pelo CRIADOR REAL.

Ansiedade, Teimosia e CIA – Parte 1

                             – Ansiedade –  um mal desnecessário.
Conversando com as pessoas percebo que , se antes a depressão era a queixa mais frequente, hoje ouço mais a respeito da ansiedade. São muitas as pessoas que sofrem desse mal e suas consequências. Chega a passar pela minha cabecinha que possa ser algum virus maligno, muito resistente.
Não sou imune a ele, mas posso dizer que por algum fator qualquer o meu sistema imunológico combate esse vírus com uma certa presteza.
Brincadeiras à parte, vamos falar um pouco sobre ansiedade e qual a relação do coaching com o controle dessa emoção.

O Coach (profissional de coaching) é uma pessoa que domina e a aplica técnicas que resgatam valores e crenças do coachee, fazendo com que os recursos internos de cada indivíduo aflorem e proporcionem o equilíbrio  emocional.  A grande “sacada” é que descobrimos o equilíbrio emocional como fonte legítima de felicidade, já que corpo, mente e alma são partes integrantes e intrinsecamente ligadas do ser-humano.

Ohhhh!!!! Grande novidade? Não. A novidade está em gerenciar essas três partes como um todo e não de maneira segmentada como vinhamos fazendo.

O coach é um perguntador por excelência, ele pergunta para que você tenha as respostas e a relação com a ansiedade é exatamente essa. Pergunte a você porque está ansioso. Não pare na primeira resposta, continue perguntando … pergunte mais… e mais…..

 Quer um exemplo? Considere C para coach e Z para cliente, nesse diálogo abaixo.

C – Por que você está ansioso?

Z – Por que tenho que resolver um problema.                                         

C – Hã hã.. E ficar ansioso ajuda?

Z – Não!?!

C – E por que não fica de um jeito que possa ser melhor?

Z – Porque não consigo!!!! (acho que essa mulher é burra!!!)

C – Se a mente é sua , o corpo é seu a alma é sua, por que não consegue?

……ahhhhfff… porque…. sei lá! Acho que é mais forte do que eu.

C – Quem é mais forte do que você?

Z – (que coisa mais boba, e eu pago pra isso!!!).. Tá bom eu sou mais forte do que eu. Parece não ter sentido, né??

C – Não sei. Tem sentido pra você?

Z – Não.

C – (que cara engraçada…kkkk Grande, cara! Você acaba de descobrir a cura pra sua ansiedade! Eu não posso lhe dizer isso, mas você descobriu e vai se dar conta logo, logo… ) E o que tem sentido para você?

Z – Não ficar ansioso.

C – Por que?

Z faz uma expressão de riso franco. – Porque não achei motivo pra isso, acho que eu estava ligado no automático. kkkkkk  Emendei uma emoção na outra meio que sem saber porque. Puxa!!! Acho que não tem porque estar ansioso.

C – Ótimo, podemos encerrar essa sessão?

Z- Podemos, claro!

C– O que você acha que pode marcar essa sua conquista? Essa nova maneira de enxergar a ansiedade?

Z – Sei lá, acho que vou comprar um pé-de-coelho para me lembrar que sou um cara de sorte rsrsrs….

C – Claro!!!! Faça isso!

Bom, aqui termina o nosso exemplo, espero que tenham aproveitado. O final que vocês que não sabem é que o cliente saiu leve, feliz e ciente que ele fez tudo sozinho. Fiquei eu no meu canto rindo e refletindo: ” Profissão ingrata essa minha… articulo, uso milhares de recursos que vão do olhar, gestual até a entonação da voz, além do conhecimento teórico e o camarada sai de uma sessão certo que usou seu dinheiro pra firulas, como diria minha filhota…. Ossos do ofício…”

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