Por Maria Inês Campos

Há um bom tempo repetimos que o diálogo é a melhor estratégia para sanar situações de conflito.E é mesmo!

Diálogo palavra de origem grega: dia (através) logo (relação, relacionamento) que requer vontade de duas ou mais pessoas para que ocorra.

Parece óbvio?

Precisamos de muitos “ensaios teóricos” para a prática do diálogo?

Levando em conta que atualmente são inúmeras as formas de comunicação entre os indivíduos e conversas possíveis diante de ferramentas tecnológicas, como deveríamos entender o diálogo?

Será possível o diálogo pelo celular, computador ou outro recurso similar?

É possível afirmar que o diálogo também evoluiu como recurso para melhorar q qualidade de vida das pessoas?

Caro leitor não tenho, aqui, a menor vontade ou intenção de polemizar com assunto tão corriqueiro, afinal todos nós exercitamos o diálogo diariamente e somos tão democráticos, não é mesmo?

Não. Não somos democráticos e tão pouco praticamos o diálogo com tanta frequência assim.

De verdade mesmo, tenho pensado muito sobre isso. O gatilho para minhas reflexões é minha natural mania de observar as reações das pessoas quando instigadas ou desafiados a superarem seus próprios limites.interação

Nas minhas duas atividades profissionais, educadora e coach, forçosamente estou sempre mediando conflitos ou propondo soluções novas para velhos problemas. Recebo um grande números de pessoas que ora não se sentem compreendidas e ora não conseguem compreender o outro em seus relacionamentos, normalmente elas carregam alto grau de ansiedade, minha atuação, por vezes, se limita a ouvir e pontuar os relatos. Frases como: Não adianta falar, ele não entende. Ele falou isso e não aquilo. É mentira o que ele disse. – são rotineiras quando nos propomos a mediar conflitos desencadeados por pseudo-diálogo.

É necessário observar que quando pessoas falam com outras não significa, necessariamente, que estejam dialogando.

O diálogo é formado por partes, você já pensou sobre isso?

Eu tenho uma tese um pouco amalucada sobre esse assunto: a palavra proferida em um diálogo tem em torno de 30% de importância  no processo. O 70% restante ficam diluídos em: gestos, olhares, respiração, capacidade de focar, entender e desvendar o outro, capacidade de ouvir e refletir sobre o que é dito e capacidade de refletir e expressar o que sente.

Você tem certeza que aplica essas ações enquanto dialoga?

Lembra do olhar do outro no seu último diálogo?

Escutou o que ele lhe disse com os olhos, gestos, respiração e  palavras?

Falou com ele sobre o que você realmente queria?

Talvez exista uma linha tênue entre diálogo e tentativa de dominação.

interação 2

 

 

No seu próximo diálogo, permita-se estar inteiro, com toda a sua atenção e toda a sua emoção e você verá a mágica que é ouvir e falar com o outro!!!  Acredite, é espetacular e milagrosa a reação pós-diálogo para TODOS o que o praticam.

Vamos por em prática?

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