Por Maria Inês Campos

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Oh! My God!!!!

Atendo como Coach uma imensa gama de questionamentos, de conflitos e, logicamente, vou conquistando cada vez mais um alto grau de flexibilidade. Não fugindo de meus valores, mas revendo minhas crenças, conseguindo através de um exercício constante de pensar, repensar e reorganizar-me. Tomando consciência do processo evolutivo individual como um todo, uma grande rede de influências onde, em uma postagem anterior – A Verdade de Cada Um –  já abordamos esse tema.

O que me intriga e, consequentemente, me motiva ainda é uma variante do tema VERDADE. Talvez seja uma conquista minha a ser partilhada, ou um valor meu a ser burilado, mas essa tal VERDADE tem sido um desafio constante no exercício da minha função de Coach.

Deve ser uma”conspiração do Universo” essa necessidade de questionar de como lidar, sentir e agir com verdade, digo isso considerando o momento político e econômico, considerando ainda o realinhamento das relações humanas e finalmente, considerando o que ouço, percebo e sinto exercendo o meu papel de Coach.

Só pode ser “conspiração do Universo!!!!

Oh! My God!!!!! Como diz minha querida amiga Miriam Correa.

oh my god

Compreendo que cada um tenha a sua verdade, que ela seja circunstancial e variável ( acredito piamente nisso), mas a partir daí criar uma “verdade” que não tenha fundamento dentro do próprio conceito do criador é demais para a minha compreensão.

Com tantas conquistas no campo do conhecimento custo a crer que pessoas com razoável grau de entendimento e cultura ainda insistam em contar “mentirinhas cotidianas” como ferramenta de manipulação do outro, e pior que isso: pessoas que dizem buscar qualidade de vida, que dizem querer entender melhor os processos de interação entre os indivíduos e os grupos!

Oh! My God!!!! Oh! My God!!!!! Oh! My God!!!

O meu trabalho, de maneira simplista e resumida, consiste em olhar firmemente para os olhos do meu cliente e questioná-lo sobre a sua própria verdade. Aquela verdade que fica sob os escombros de valores e crenças impostos por processos educacionais viciosos e/ou por processos dolorosos, tão dolorosos que provocam a fuga da realidade em alguns momentos, quando não provocam a agressão sem aparente nexo.

Alguém se lembra do Tao?

Tao-Garden

Não defendo a verdade a qualquer preço, aquela “verdade” que faz do indivíduo um insano grosseiro, mas a verdade possível e saudável que sabe dizer: Agora não vou falar sobre isso por essa ou aquela razão. A minha opinião é que isso ou aquilo não é bom por hoje e para mim (por hoje porque amanhã tudo pode mudar e para mim porque cada um é um).

Gosto da verdade amorosa que respeita os envolvidos nos fatos, que respeita a opinião do outro que não se mascara pelo jogo do poder ou da posse.

Qualquer um gosta, você deve estar concluindo, não é? A questão é: Qualquer um pratica?

Cada um tem o livre-arbítrio para fazer o que quiser, até manipular verdades, desde que não interfira no bem-estar do próximo, não é assim? Cuidado ao usar o seu livre-arbítrio ao mascarar ou faltar com a verdade, conheço pessoas que criam com tal vontade as “verdades” que contam que passam a acreditar nelas! Acreditar em suas fantasias pode ter o lado negativo que é o de não se esforçar para alcançar uma determinada condição, já que  ilusoriamente elas se encontram nessa condição.

Você já pensou sobre isso?

Sabe aquele cara que se acha a “última bolachinha do pacote”? Pois é, ele um dia criou a fantasia que era super, hiper, mega sedutor… Ele acreditou.  E até hoje vive se escondendo da realidade. Até quando isso vai durar? Até ele se ferir profundamente e sentir a necessidade de fazer o caminho inverso.

Sabe aquela pessoa que vive se fazendo de vítima para ver se consegue um “lucrinho” a mais? Pois é, ela também acreditou! Mergulhou em profunda autocomiseração e acredita piamente que é uma pobre vítima desse mundo cruel.  Vai caminhar assim até ter a necessidade de sair de um processo depressivo.

 Mascarar a verdade para, repito ter posse ou poder de algo ou de alguém, pode se tornar um vício e como qualquer outro vício trazer consigo outros transtornos emocionais.

Resumo da ópera: Vamos exercitar o bom uso da verdade?

Como emitir opinião sobre escândalos que estão na mídia tão intensamente nos dias de hoje se não estivermos alinhados com a nossa verdade? Será que já nos demos conta que escândalos são verdades que saíram das cavernas da ignomínia?n

Oh! My God! Exercitando em …3…. 2… 1.

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A verdade de cada um

crenças

 

Dia frio e chuvoso e cá estou a “mastigar” o último final de semana.

Sexta, sábado e domingo cheios de informações e vivências. Sai desses dias meio que atordoada, ora me sentindo feliz pelas constatações e descobertas, ora sentindo-me paralisada e pouco atuante na busca pelo meu crescimento.

Paro, penso e reflito: O que, de verdade, busco?
Esse questionamento leva, necessariamente, a uma desconexão total a fim de tomarmos posse da nossa individualidade. E percebam que não pontuo a desconexão como algo direcionado; desconexão do mundo material, desconexão do seu lado profissional ou qualquer coisa parecida, mas a DESCONEXÃO total – o mergulho no vazio de si mesmo.

Não uso aqui o termo “meditação” propositadamente, já que existem tantas técnicas, posições corporais, condicionamentos e conceitos ao redor da meditação que acabariam por sabotar a proposta de desconexão que apresento. Nessa desconexão não cabe nenhuma espécie de julgamento, é só uma busca interior de respostas individuais.

Buscar um sentido nobre e significativo para a vida é bom, saudável e necessário, acrescento ainda que deve ter uma certa regra ou senso ético talvez. A busca  quando passa a ser fonte de conflito entre nós e o meio em que vivemos, quando causa dor ou enfrentamentos deve ser revista, redirecionada.

É comum incorrermos em equívocos sutis quando nos propomos a viver conscientemente, focamos algumas técnicas espiritualistas como verdades imutáveis e com as frustrações decorrentes jogamos por terra o aprendizado e começamos novamente a buscar. Frustrados temos a propensão a mudar radicalmente de rumo podendo nos transformar em descrentes dessas “bobagens ilusórias”; se muito materialistas não estaremos livres das frustrações, outra vez nos rondando, tirando de nós certezas absolutas quando nos deparamos com experiências tão concretas quanto inexplicáveis a nos informar que viver é algo mágico e além da nossa compreensão.

Creio que a sabedoria consiste em não nos submetermos aos dogmas declarados ou subliminares.

” Somos todos um” é uma verdade comprovada , mas uma verdade mais importante ainda é que o “todos um” é constituído do “um a um”. Somos os que plasmamos, criamos, vibramos; é uma realidade que, consequentemente, leva a outra: a sua dor, o seu sentir, a sua necessidade é REAL e transmutar isso em paz, tranquilidade, fé e bem-estar não é tarefa fácil e nem mesmo oportuna em determinados momentos.

Com a “enxurrada” de informações, muitas vezes superficiais e inconsistentes que atualmente estamos sujeitos e imersos percebemos uma tendência a simplificar os processos evolutivos que a vida nos proporciona. Técnicas simples aprendidas em cursos rápidos podem ser interpretadas como “mágicas” para alcançar a paz, quando na verdade elas são pequenos degraus a nos impulsionar a buscar mais e mais. A simplicidade do aprendizado exige comprometimento em entender profundamente como é o processo – Ensinar um bebê a falar não nos faz acreditar que falar seja só abrir a boca. Existe por trás da fala todo um processo mental e estrutural. Para o bebê é adequado que ele acredite que seja só ter a intenção e abrir a boca. Para o homem adulto espera-se mais!

Chega de preguiça!!!

as-portas-abertas.
Todo indivíduo possui várias portas no seu campo emocional que permite ao outro “entrar” e transmutar comportamentos que já estejam enraizados.
Independente do outro ou da transmutação ser ou não ser boa devemos considerá-la necessária, pois entrou.
Geralmente passamos por essas portas, influenciando e sendo influenciados por pessoas, através de atos cotidianos e na maiorias da vezes, de maneira intuitiva ou instintiva.
Essa é a rotina dos relacionamentos pessoais ou profissionais quando ocorridos ao “acaso”.
A questão proposta nesse artigo é justamente dar uma direção nesse “acaso” de maneira a tomarmos as rédeas dessas transmutações, direcionando-as para o objetivo que queremos alcançar.
Pode parecer uma coisa de louco, um pouco trabalhoso demais e gerar algumas afirmações como:
1- Não tenho tempo para isso.
2 – É muito complicado
3 – Não posso mudar o meu destino
4 – Não consigo. (essa é a pior de todas)
Deixemos essas afirmações de lado porque elas são a imagem da negligência pessoal e são trancas terríveis de portas maravilhosas que nos dão acesso ao que mais queremos.
E por falar em o que mais queremos – você já traçou, refletiu e documentou o que você mais quer da SUA VIDA? Já aproveitou uma sugestãozinha básica que vemos a todo momento no mundo empresarial chamado Visão, Missão e Valores?
Não?
Acredite esse pode ser o primeiro passo para facilitar o direcionamento da SUA VIDA.
Após definir de maneira clara, para você mesmo, afinal você é a pessoa mais importante para o seu mundo; decida o que quer para a sua vida, o que entende por vida e quais são os valores e crenças que acredita e respeita, assim poderemos passar para o segundo passo: o AUTOCONHECIMENTO.
Maravilha!!! Autoconhecimento de novo!!
Essa palavra já está até saindo da mídia tamanha a banalidade com que é tratada.
Proponho um AUTOCONHECIMENTO real, lembrando que para se alcançar o autoconhecimento é necessário ter conhecimento.
Conhecimento é bom e não ocupa lugar, já dizia minha avó.
Vou contar um segredo; o conhecimento em questão não é o formal, de escolas, universidades, mestrados, doutorados ou qualquer outro que o valha.
Precisamos do conhecimento de VIDA VIVIDA.
É necessário sentir o outro, observar e pensar, sistematicamente, nas ações e reações das pessoas que passam pela nossa vida a fim de identificar, elaborar e consolidar nossos valores e crenças para exercitar uma profunda compreensão do ser humano.
Para que?
Ora, para compreender a nós mesmos!
Como sou, porque sou e para que sou, isso é AUTOCONHECIMENTO. Simples, não é?
Retomando para uns ou continuando para outros:
“Todo indivíduo possui várias portas no seu campo emocional que permite ao outro “entrar” e transmutar comportamentos que já estejam enraizados.
Independente do outro ou da transmutação ser ou não ser boa devemos considerá-la necessária, pois entrou. ” (trecho desse mesmo texto)
Podemos concluir que:
1 – Possuímos várias portas emocionais.
2 – Tomamos ciência de quais são essas portas pelo autoconhecimento.
3 – Conhecer profundamente a nós mesmos implica em estudar profundamente o outro, lembrando que só vejo o que conheço, portanto,só vejo no outro o que tenho em mim.
4 – Para pertencer, entrar, participar da vida do outro precisamos passar pela porta dela através do conhecimento.
5 – Toda influenciação ou emoção sofrida por nós recebeu o nosso consentimento para que pudesse existir, pois entrou pela porta que deixamos aberta.

6 – A argumentação de que portas foram fechadas ou escancaradas através de experiências vivenciadas na infância ou adolescência deverão ser usadas com cautela por indivíduos com acesso ao conhecimento formal. O conhecimento e as fontes de pesquisas estão fartamente distribuídas e com livre acesso, possibilitando aos indivíduos buscarem ferramentas eficazes para solucionar possíveis conflitos vivenciados nessas faixas etárias.

 

“A questão proposta nesse artigo é justamente dar uma direção nesse “acaso” de maneira a tomarmos as rédeas dessas transmutações  que direcionando-as para o objetivo que queremos alcançar. ” (trecho desse mesmo texto)

 

A imposição, focada e responsável, de uma  direção ao “acaso” pode e deve ser feita através da aprendizagem do que é VIVER.

Chega de fugirmos da vida com excessos de compromissos que vão do nada a lugar nenhum.

Chega de acusarmos o “sistema” pela nossa insanidade.

Chega de entupirmos a nossas crianças com pseudo-saberes preparando-as para um futuro de poder pré-concebido por uma sociedade consumista, tirando delas o direito de serem crianças, brincarem, descobrirem o que for importante para a vida delas e decidirem na vida adulta o que querem pra si.

Chega de correr pra lá e pra cá, sem tempo para rir, andar na chuva, amar de graça, perceber o colorido dos dias e os cheiros das noites.

Tomemos as rédeas de nossas emoções abrindo e fechando as nossas portas emocionais segundo nossas necessidade e a nosso bel prazer.

Complicado?

Não. É simples.

É necessário ter tempo e vontade de ficar só, sentir o que tiver que sentir com coragem, e, principalmente ser sincero e objetivo consigo mesmo.

Nesse processo não cabe a “sinceridade” de dizer ao outro quais são os obstáculos e/ou deficiências dele com a desculpa de ser verdadeiro. Não vale ditar regras ou vomitar pareceres sobre a vida alheia deixando subtendido que só o que pensamos e acreditamos seja certo e verdadeiro.

E, também, não vale bater em retirada diante da perspectiva de viver em sociedade, no nosso meio, com as pessoas que estejam de alguma maneira ao nosso redor.

Transformarmo-nos em uma ilha ou ilhar o outro não vai dar a nós a sagrada oportunidade da aprendizagem do famosérrimo AUTOCONHECIMENTO.

Chega de preguiça!

Vamos à luta!

A felicidade e a paz é logo ali. Sucesso é ser feliz, não é?

 

 

Maria Inês de Campos

Vivedora e Coach

Como anda seu equilíbrio emocional?

A Luz do Dia

É reconhecido que o bem estar coletivo está intimamente interligado com o equilíbrio emocional individual, posto que uma pessoa emocionalmente equilibrada atua como agente multiplicador de sua qualidade emocional no ambiente em que vive. Gostaria de apresentar alguns dos principais indicadores, habilidades e competências de uma vida emocionalmente equilibrada:

Autoconsciência: é sua capacidade de observar-se e reconhecer os próprios sentimentos, emoções, pensamentos e reações com fidedignidade, sem aumentar ou diminuir; dar-se conta de suas ações e conhecer as conseqüências delas; saber se uma ação está sendo governada por pensamento, emoção ou sentimento.

Flexibilidade emocional: é a habilidade de monitorar a “conversa consigo mesmo” para compreender o que está por trás de uma emoção e encontrar meios de lidar habilmente com medos e ansiedades, raiva e tristeza.

Regulação do estresse: Realizar exercícios e métodos de relaxamento, principalmente os que envolvem respiração. Uma mudança emocional sempre é acompanhada de uma mudança no ritmo da respiração.

Empatia:

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Lidando com a raiva

Lidando com a raiva.

Origem do desconforto

cavalo brancoHistórias condutoras: Origem do desconforto.
Hoss era um cavalo selvagem que corria livre pelo campo, saltava quando bem entendia e da maneira que lhe desse vontade. Era único, era livre, sem valores e crenças. Tinha como linha de vida somente a sua própria verdade. Não era preciso fazer concessões, nem mesmo olhar e sentir o que ele próprio não tivesse interesse.
Durante toda a sua vida foi assim que viveu até que um dia, como é comum à todas histórias, Hoss deparou-se com uma fazenda onde eram criados outros cavalos.Em sua vida livre também via outros cavalos selvagens, mas os da fazenda eram diferentes: recebiam afagos de seus criadores, eram mais calmos, conviviam de uma maneira mais próxima mais suave e até pareciam mais sábios. Seus olhos eram focados e iam de uma imagem a outra de maneira serena, quase nunca se agrediam. Hoss pensou que viver daquele jeito parecia ser muito bom também, claro que Hoss, com o seu jeito alucinante, dominado apenas pelo instinto de sobrivivência, observou que, em contra partida, havia naquele modo de viver um certo desconforto, afinal, tinham aqueles cavalos da fazenda algumas limitações impostas pelos criadores e outras tantas inerentes ao convívio com outros cavalos.
Eram limitações, mas eram necessárias para aquela calma e sabedoria que ele, Hoss, lia no jeito malemolente de andar e na sabedoria transmitida pelo olhar desses cavalos domados .
Hoss também ponderou sobre a tristeza que as limitações causassem naquele companheiros de espécie. Ponderou muito mesmo sobre isso! Chegou até a perguntar-se sobre quais foram e como foram os momentos, de sua livre vida, que sentiu tristeza ou alguma forma de dor emocional .
Não sei se você, leitor amigo, sabe que os animais também tem emoções, e Hoss tinha muita sensibilidade para perceber-se enquanto um ser emocional.
Um dia Hoss, nosso personagem principal, sentiu que precisava desfrutar de um relacionamento com indivíduos de sua espécie, sentiu que correr sem destino, saltar por saltar, já não mais preenchia os seus dias. Nesse dia Hoss lembrou-se dos cavalos da fazenda com uma pontinha de inveja. Não a inveja branca, nem preta ou rosa; simplesmente inveja, nua e crua como qualquer um sente.
Foi aí, nesse exato momento que Hoss resolveu buscar um treinador/domador, que lhe pudesse lhe fazer refletir sobre o valor da interação, da compreensão do princípio da ação e reação.
Hoss queria mais. Muito mais, queria entender como o outro pensa, reage, sente. Ele percebia que se continuasse atendendo só a seus instintos tornaria impossível o desejo de pertencer a aquele grupo ou na melhor das hipóteses seria muito desconfortável estar no grupo e pior do que isso, ele sabia que por mais que um indivíduo seja livre e faça o que quiser do jeito que quiser, nunca poderia se furtar da lei natural que determina que alguns animais só serão plenamente felizes quando se sentem parte de um grupo, assim como os homo sapiens.
Estava decretado o dilema. Continuar livre e sem um grupo estava tornando a vida de Hoss sem sentido, vazia, e viver como membro de um grupo exigiria dele uma boa dose de dedicação, abnegação.
Ambas situações causariam uma zona de desconforto.
– Ufa!!! Que droga! – pensou nosso amigo.
Pensou e concluiu que de qualquer maneira era determinante fazer uma escolha, e mais do que isto, o desconforto era fator exigido para que houvesse conforto e, consequentemente paz e felicidade. E assim seria sempre que ele buscasse algo novo para a sua vida.
A escolha de Hoss estava feita e com ela ele arcaria com o desconforto, mas estaria consciente de que logo viria a paz, o conforto e uma nova busca se esboçaria como a impulsioná-lo para outro dilema consolidando um novo aprendizado.

Explodir para reequilibrar.

Pensando em escrever para publicar no blog caminhei mentalmente por vários temas.

equilíbrioCom calma e buscando algo que realmente fizesse a diferença, repasso pela memórias dos atendimentos que tenho feito como Coach e percebo que a maior parte de meus clientes tem consciência que precisam de equilíbrio.

A busca por esse tão “famigerado” equilíbrio é a grande motivação que faz uma pessoa ir ao encontro de terapias. E, modéstia à parte…. bem à parte….rsrsrsrsrs……. os meus clientes saem bem satisfeitos com o modo com que conduzo suas ideias para exercitar o equilíbrio.

Exercitar  – essa é a palavra. Tudo na vida é uma questão de treinar, exercitar, isso inclui o equilíbrio, a paz, a felicidade, e até o sucesso, sabia?

Se você, lendo esse post, está achando que vai encontrar uma receita para se equilibrar, está MUITO CERTO!!!! E vai ser a melhor receita!

Quando buscamos ajuda para as nossas desenfreadas emoções encontramos, em geral, falas do tipo: medite, pense positivo, siga os passos ( que são quase sempre longos e repetitivos).

Eu mesma já fui “vítima” dessas fórmulas mágicas que dizem que é simples assim.

Só por Deus!!!

Estando eu desequilibrada – ansiosa, depressiva, irada, magoada ou qualquer coisa parecida; o que leva um sujeito pensar ou supor que eu consiga meditar, ler e aplicar receitas, ou até mesmo escutar um ser humano dizendo em voz suave que vai passar, que eu vou conseguir? Não vou. Caso conseguisse não estaria em tal estado, não é?

Se, ao contrário alguém me dissesse: – EXPLODA – aí sim eu conseguiria com razoável facilidade, nem que fosse em um torrencial choro.

 

Explodir pode ser a melhor saída, ou no mínimo o primeiro passo para sair da crise. O questão sempre será quais são os parâmetros para essa explosão. Eu lhe digo que a única coisa que é vedado ao indivíduo em pleno processo explosivista é  ferir o outro.

Emoções represadas é o início de desequilíbrio.

Represar significa conter com barreiras, nesse caso, quando construímos barreira para conter algo de forma excessiva é provável que haja uma reação de explosão.

Exemplo: panela de pressão.

O ideal é liberarmos de maneira gradual o excedente do que queremos conter, ok?

Com a emoção não é diferente. Por esse ou aquele motivo vamos represando algumas emoções e daí das duas uma : ou provocamos uma explosão dirigida e com bom senso ou a própria emoção contida se encarregará de arrebentar a barreira imposta. Quer um conselho? EXPLODA.

Exploda antes que essa explosão se apresente, dissimuladamente, como ansiedade, tristeza de não sei o que, depressão, pânico, gastrite, labirintite, faringite e outros “ites ”

Elencarei, como boa Coach que sou, várias sugestões de explosões:

1- Segundo uma tia amada, lá pela década de 70, sabiamente já dizia para  seus filhos que estavam na chatíssima pré adolescência. – Tá nervoso? Tira a cueca e pise em cima.

Só de imaginar tal cena, um riso maroto delineia-se no canto de nossas bocas. Rir de nós mesmos e das bobagens que conseguimos elaborar já ajuda.

2- Em algum momento na sua vida já se trancou no banheiro e deixou que suas lágrimas se misturassem à água do chuveiro e depois saiu do banho com a maior “cara de que nada aconteceu”? Não? Experimente é muito bom!

3- Escreva tudo o que passa pela sua cabeça sobre o que lhe atormenta, sem preocupações gramaticais e dando-se a grata liberdade de inserir no texto palavrões nunca antes proferidos por nossos formosos lábios também é um recurso explosivo interessante desde de que ao término da epopéia você destrua tal documento.

Enfim, nós quando ainda magoados, irados ou frustrados temos boas ideias a respeito de como podemos reagir diante de emoções tão desconfortáveis, não é mesmo?

De toda e qualquer caminhada o passo mais difícil é o primeiro, e na conquista do equilíbrio emocional o primeiro passo é a desconstrução de imensos blocos emotivos. Para conquistar o seu equilíbrio é necessário, muitas vezes, explodir, colocar tudo para fora mesmo que seja de maneira desordenada, caótica e , principalmente, de forma solitária porque a sua dor é só sua. Precisamos manter a elegância no ação de viver e ninguém tem o direito de compartilhar o seu processo doloroso sem a permissão do outro.

Educadamente chute a porta, chore durante o banho, desabafe de alguma maneira, mas escoe todos os excessos emocionais sem causar dano nas pessoas que estão ao seu redor.

Pois então –  tente, invente faça uma explosão diferente!

 

 

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