Por Maria Inês Campos

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Nasci e sou o “meu filho” de pais amorosos.

Aos 3 ou 4 anos sou o mais engraçadinho.

Na fase dos 7 aos 10 anos sou o mais inteligente. E caso alguém coloque em dúvida essa premissa haverá sempre muitos argumentos para convencer, ou pelo menos desestabilizar aquele que não compartilha da mesma opinião – sou o mais inteligente. Talvez a escola não tenha compreendido o “tipo” de inteligência que possuo ou ainda traumas e conflitos diversos sejam as barreiras para que essa inteligência brilhe com toda a sua magnitude, vai saber, né?

Dos 12 aos 26 anos, sim até os 26 anos ou mais (hehehehehehe), sou adolescente e, portanto, terrível! E que ninguém ouse dizer isso aos meus já extenuados genitores. Eles, os genitores, podem e falam o quanto sofrem com a minha rebeldia, mai ai daquele que não externar a devida compreensão para com a minha doce, terna, inteligente e mal compreendida pessoa.

Enfim, passo a minha vida inteira ouvindo sobre valores, ética e cidadania, e vivencio o EU e o MEU, vivo o ser prioridade ou estar em primeiro.Tem diferença?

Sou um personagem criado por essa Coach irritante, que teima em me incomodar com suas perguntas obsoletas. Como personagem  sei que sou único com essas características, EU….MEU…..PRIMEIRO… Ninguém mais vivenciou isso, certo?

Hoje tenho laivos de dominância.

Essa é boa –  laivos!!!! É bem interessante. Tirei um sorriso bonito de seu rosto. Isso é bom!

Mas voltando aos laivos: domino bens imóveis que mudam de donos, domino dinheiro que se gastam, domino homens que perecem, domino consciências que se libertam… Domino muito!

Domino e sou dominado.

Não domino a minha ansiedade, não domino o meu medo, não domino a minha emoção. NÃO DOMINO A  MIM MESMO!!!!!

Onde está o gap? Como fazer para inverter essa ordem de dominância e não dominância maluca que atordoa o meu viver?

Haja paciência com essa Coach! Foi ela que colocou essas dúvidas no meu cérebro ou será na minha mente? Foi ela!

Estava com avida dominada e só a procurei para dar um jeito em uma coisinha de nada, uma dorzinha, uma tristezinha que bate sem dia e hora para acabar. Só isso!

Precisava tumultuar tanto?

Veja você; agora estou eu aqui, personagem criado. Dominador e dominado. Dominado pelo EU desconhecido e amedrontador. Caminho pensativo pela estrada do autoconhecimento e já não ando só: vou passo a passo comigo a meu lado e nos bastamos. Eu e eu vamos aprendendo a nos conhecer, nos entender, nos amar e só tem uma coisa que ainda me incomoda é essa Coach perguntadora andando atrás de nós empurrando e se deliciando com as nossas perplexidades. Logo, logo me livro dela.

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