Por Maria Inês Campos

menina na janelaHoje acordei determinada a fazer acontecer fatos que torne o meu dia especial, que seja hoje um marco para alguma conquista. Não especifiquei qual a conquista, muito menos em que momento do hoje ela vai ocorrer. O não especificar, apesar de eu possuir uma lista delas para ser alcançadas, implica em respeitar algumas leis básicas do Universo. É como entrar em casa e abrir todas as portas e janelas para a luz do sol entrar, ou parar de braços abertos em um campo para sentir o vento.

Experimente entrar em uma casa e abrir uma única janela e ordenar que o luz do sol entre por aquela janela. Experimente, também, colocar-se de braços abertos em um campo e pedir que o vento sopre, especificamente, da sua direita para a sua esquerda.

Qual a possibilidade de sua casa ser inundada pela luz solar? Qual a possibilidade do vento se fazer sentir na direção pedida? Esqueça das ferramentas meteorológicas e da possibilidade de chuva (está chovendo enquanto eu estou digitando). E não vale ficar girando até colocar os bracinhos de tal forma que o vento fique na direção desejada. Ah! Não vale mesmo!

Vamos use a sua capacidade de sonhar, imaginar e criar. Agora responda: – Qual a possibilidade de você atingir o seu objetivo condicionando de que maneira ele TEM que ocorrer?

É isso! O segredo é abrir-se para as inúmeras possibilidades que o Universo apresenta para alcançar o seu objetivo.

A minha estratégia é essa – hoje o dia VAI TER uma grande conquista para mim.

Estabeleci isso e abri-me para toda e qualquer possibilidade que o Universo me disponibiliza para que assim seja. Estar aberto para as possibilidades exige flexibilidade, ou seja, adequar-se rapidamente ao novo, ao inesperado, exige também “olhos de ver” para não perder um sinal sequer que indique o caminho para o seu objetivo, mesmo que ele esteja sutilmente disfarçado de obstáculo.

É preciso mais!

É necessário conhecermos a nossa sombra*, essa sombra que se manifesta na sensação de desconforto diante da ação do outro, nos dando o direito de criticar crenças e valores que desconhecemos ou discordamos. Tudo o que criticamos no outro, em geral, é reflexo do que rejeitamos em nós mesmos.

Embora, você leitor, pode pensar em qual é a novidade nessa afirmação, já que está amplamente dito e constatado, devo lhe dizer que não é tão simples assim, nossa sombra promove verdadeiros campeonatos de auto-sabotagem.

Estabelecemos o certo e o errado, a torto e direito, se me permitem o trocadilho infame. Estabelecemos regras, padrões e convenções como se fossem verdades imutáveis do alto da nossa sabedoria efêmera, tão efêmera quanto o nosso ciclo nesse planeta.

Comumente escondemos das pessoas amadas pensamentos, atitudes e emoções que julgamos inaceitáveis e assim criamos vergonha e culpa por possuir essas “falhas”.

 Em resumo: Sombra é a pessoa que preferiríamos não ser, mas somos.

Lógico que sabemos o quanto somos bons, generosos e tantas outras características positivas da nossa personalidade, só que temos, de brinde, características que julgamos serem negativas.  O nosso auto julgamento é tão severo que escondemos essas características até mesmo do nosso consciente. Essa ação, de fuga,nos sabota, fragilizando nossos sonhos e projetos de vida na própria base, já que a sombra bem guardada nos distancia do verdadeiro eu.

Como construir sob o desconhecido? Como querer ser melhor se o que somos está camuflado? Como projetar o futuro se desconhecemos o presente?

Sugiro alguns exercícios que podem trazer a tona a nossa sombra:

1- Fazer um levantamento do que mais lhe incomoda no outro. Esse levantamento deverá  ser livre de auto censura, simplesmente elenque sem achar certo ou errado estar incomodado com essa ou aquela atitude do outro.

2- Caminhe por um a um dos itens dessa lista e vá se perguntando o porquê lhe incomoda e só pare quando a resposta for consistente e crível para você. Você, muito provavelmente, vai concluir que cada item, se questionado a fundo, vai esbarrar em uma vivência desconfortável sua. Enfrente essa vivência, de-lhe um outro significado. Afugente a vergonha e a culpa que essa lembrança lhe traz. Reviva a emoção sentida. Realinhe a ação com uma emoção mais adequada, mais madura.

3- Perdoe-se, e libere todo e qualquer processo de culpa. Compreenda que precisamos aprender, que no processo de aprendizagem, o erro e a superação são elos importantes e imprescindíveis para a consolidação da aprendizagem. Podemos errar,podemos criar situações que nos envergonhe, podemos tentar quantas vezes quisermos, isso é viver.

A sombra é uma ferramenta maravilhosa que nos faz crescer, evoluir, alcançar a tão sonhada paz e ser feliz, basta arregaçar as mangas e cavar, remexer, reviver re-equacionar os próprios medos e culpas, através com o contato destemido com as nossa sombra.

Vamos começar?

* Sombra, em psicologia analítica, refere-se ao arquétipo que é o nosso ego mais sombrio. É, por assim dizer, a parte animalesca da personalidade humana. Para Carl Gustav Jung, esse arquétipo foi herdado das formas inferiores de vida através da longa evolução que levou ao ser humano. A sombra contém todas aquelas atividades e desejos que podem ser considerados imorais e violentos, aqueles que a sociedade, e até nós mesmos, não podemos aceitar. Ela nos leva a nos comportarmos de uma forma que normalmente não nos permitiríamos. E, quando isso ocorre, geralmente insistimos em afirmar que fomos acometidos por algo que estava além do nosso controle. Esse “algo” é a sombra, a parte primitiva da natureza do homem. Mas a sombra exerce também um outro papel, possui um aspecto positivo, uma vez que é responsável pela espontaneidade, pela criatividade, pelo insight e pela emoção profunda, características necessárias ao pleno desenvolvimento humano. Devemos tornar a nossa sombra mais clara possível.Procurando um trabalho partindo do interior para o exterior. A sombra é frequentemente projetada em outra pessoa, que aparece ao indivíduo como negativa

http://pt.wikipedia.org/wiki/Sombra_(psicologia)

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