Por Maria Inês Campos

Em mais um dia calorento, diante de uma mesa cheia de projetos mal começados e dois comprimidos de analgésicos “enfiado goela a baixo” com a clara intenção de expulsar uma insistente dor na coluna cervical que, teimosamente, cisma em  instalar-se na minha humilde residência mental já cansada e desfocada.

E vamos nós!

Vamos recomeçar a mesma estória que nasceu na data, local e hora do nosso choro primeiro. Essa estória aguarda cada gesto, olhar, pensar e palavra nossa para que possa escrever o próximo parágrafo.

Acabou 2013 e junto com ele, como era de costume,aliei-me a outras tantas pessoas que aproveitam a data para liberarem uma dose extra e forte de começar de novo.

Percebam que estou altamente musical hoje; de Ivan Lins a Chico Buarque. E por que não Michel Teló?

Bem, voltemos ao final de 2013 e as promessas coletivas de manter a motivação em alta em 2014. Assim como a maior parte das pessoas a minha esfuziante motivação meio que se desvaneceu ao passar das primeiras horas do ano iniciante.

Esse é o cenário onde estava eu, vivendo ao som do ar condicionado do meu escritório, entre uma atividade e outra quando chegou um e-mail comunicando-me que o Blog caminhosdocoaching.com.br estaria disposto a discutir nossa relação, afinal sentia-se abandonado e a solidão já doía-lhe n’alma.

Com um sorriso de canto de boca pus-me a ler aquela única frase que chegava através do e-mail.

Parei. Olhei ao redor e refleti sobre a célebre frase de Einstein:

“Os problemas significativos que enfrentamos não podem ser resolvidos no mesmo nível de pensamento em que estávamos quando os criamos.”

Frase feita, digerível e portadora de uma filosofia de bolso sempre que colocada fora de um contexto significativo.

A partir dessa reflexão coloquei-me em ação (quase uma poesia, né?):

Chamei o tal blog as falas e determinada comecei a discutir a relação. (D.R.)

Disse-lhe o quanto eu estava zangada com ele, pois ele não me compreendia, negava-me, constantemente, a devolutiva que eu esperava. Isso sem contar as inúmeras vezes que me colocou em situação constrangedora, onde minha emoção ficava exposta, bem como o meu português ruim (Roberto Carlos).

Quantas e quantas vezes ele permitiu que outrem me corrigisse na ortografia, na estética e até nas ideias colocadas embasadas pobremente? E tudo isso de maneira sinuosa, já que em um primeiro momento fazia com que eu me  sentisse tão importante, criativa e inteligente!

Oh dor!!! Oh céus!! Oh vida!!!!

Pois bem, se é para discutir a relação aviso-o que o abandono foi necessário, porque só assim, ele, o blog, resolveu dar-me ouvidos!

Depois do desabafo concluo que a solução do problema não está em abandonar algo que já me fez tanto bem, nem tão pouco depositar expectativas exageradas em alguém que não seja eu mesma.

Daqui pra frente, tudo vai ser diferente (Roberto Carlos).

Reataremos.

Mas contextualizando o ensinamento de Albert Einstein, deixo claro que avaliarei a nossa relação de maneira mais flexível, acatando o seu silêncio como sinal de aprovação e buscando ações e soluções no consultório do Dr. Ego.

Passarei a não mais delegar aos outros assuntos de minha competência e levarei comigo em nossos encontros duas alianças: a determinação e a confiança. Assim sendo e estando bom para ambas as partes (Celso Russomano) determino que em 2014 façamos o nosso lar no castelo SUCESSO e tenhamos ao nosso redor um jardim bem cuidado com mudas de Paz, Sabedoria, Fé e as multicoloridas Esperança em penca.

Adotaremos o Desafio por filho e na capela do Amor faremos nossas orações diárias.

Que venha 2014!!

mulher ecomputador

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Comentários em: "Discutindo a Relação (D.R.)" (2)

  1. Malagutti disse:

    hehehehe, que essa seja a inspiração para as DR’s do ano!
    Abração pra você minha cara.

    Como acabei de receber essa mensagem de um mestre, retransmito:
    “Eu dormia, e sonhei que a vida era alegria,
    acordei e vi que a vida era obrigações, agí,
    e eis que a obrigação era alegria”.
    Confúcio (filósofo chinês séc. VI A.C.)

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